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Após execução de professor, polícia francesa investiga casas de supostos radicais islâmicos

Professor foi decapitado na última sexta-feira, 16, após apresentar charge do profeta Maomé em aula sobre liberdade de expressão

Giovanna Gomes Publicado em 19/10/2020, às 11h06

Manifestação em homenagem ao professor e contra o extremismo religioso
Manifestação em homenagem ao professor e contra o extremismo religioso - Getty Images

Na sexta-feira, 16, um professor foi decapitado por um extremista islâmico após mostrar charges do profeta Maomé para seus alunos em uma aula sobre liberdade de expressão na escola onde trabalhava. Samuel Paty tinha 47 anos e dava aulas de história e geografia. O caso ocorreu na cidade de Conflans-Saint-Honorine, na França

Segundo relatos, como fazia todos os anos, o professor teria dito aos alunos muçulmanos que estes poderiam desviar o olhar das imagens caso se sentissem ofendidos. No entanto, acabou sendo vítima de extremismo religioso.

A polícia francesa matou o suposto assassino, um jovem de 18 anos de origem chechena, no mesmo dia. Na tarde de sexta-feira, o suspeito do crime teria saído da cidade de Évreux, na Normandia, onde vivia e ido até a escola onde Paty trabalhava. Lá, ele teria pedido que os alunos lhe dissessem quem era o professor e, em seguida, o atacado.

Segundo declarou o ministro do interior, Gerard Darmanin, agora a polícia irá entrevistar cerca de 80 suspeitos que teriam realizado postagens em apoio ao crime contra Paty.

Algumas pessoas já foram detidas por terem demonstrado apoio ao assassinato. Além disso, o governo também afirmou que está investigando 51 associações muçulmanas francesas.