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Após invasão russa, mortes em Mariupol já ultrapassam 5 mil, diz prefeito

Segundo o político, mais de 90% da estrutura da cidade foi destruída em razão dos bombardeios

Redação Publicado em 07/04/2022, às 09h35

Pessoas seguram cartaz em defesa de Mariupol, na Ucrânia
Pessoas seguram cartaz em defesa de Mariupol, na Ucrânia - Getty Images

O prefeito da cidade ucraniana de Mariupol, Vadym Boichenko, afirmou na última quarta-feira, 6, que mais de 5 mil civis foram mortos durante os ataques promovidos pelas tropas russas, sendo 210 crianças.

Segundo Boichenko, mais de 90% da infraestrutura da cidade foi destruída pelos bombardeios, o que inclui até mesmo hospitais, nos quais ao menos 50 pessoas teriam morrido queimadas.

O político ainda declarou, conforme o portal DW, que as tropas russas "estão tentando encobrir o seu rasto" de destruição e que as mesmas passaram a utilizar crematórios móveis, a fim de se desfazerem dos "vestígios dos seus crimes".

"Após o genocídio generalizado cometido em Bucha, os principais líderes da Rússia ordenaram a destruição de qualquer evidência dos crimes cometidos pelo seu exército em Mariupol”, denunciou Boichenko, por meio do Telegram.

"Há uma semana, algumas estimativas cautelosas indicavam 5 mil mortos [em Mariupol]. Mas, dado o tamanho da cidade, a destruição catastrófica, a duração do bloqueio e a resistência feroz, dezenas de milhares de civis de Mariupol podem ter sido vítimas dos ocupantes russos", finalizou.