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Após missão fracassada, NASA enviará nave para estudar asteroide e evitar colisões futuras

Na ação simulação realizada em maio, cientistas concluíram incapacidade de impedir choque de rocha espacial com a Terra

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/09/2021, às 11h13

Imagem de um dos asteroides do cinturão entre a Marte e Júpiter
Imagem de um dos asteroides do cinturão entre a Marte e Júpiter - NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, anunciou que promoverá, em novembro desse ano, mais uma missão de teste para desenvolver tecnologias no espaço contra colisões de asteroides na Terra, visando perigos futuros, como noticia o portal Tilt, do UOL.

A missão, de nome Dart (Teste de Redirecionamento Duplo de Asteroides, na sigla em inglês), será executada com uma espaçonave para alcançar o asteroide Dimorphos, que compõe orbita a Terra. O intuito é coletar material e informações sobre a composição, volume e massa da rocha espacial para futuras missões de desvio de rota ou implosão.

Em maio deste ano, especialistas de agências espaciais de países da Europa e dos Estados Unidos, que participaram de uma atividade de simulação promovida pela NASA, concluíram que não seriam capazes de impedir colisão de asteroide hipotético com o planeta Terra, como informa a revista Época Negócios.

O exercício de desenvolvimento foi criado com um cenário fictício, onde um asteroide estava a 56 milhões de quilômetros da Terra, mas pela saga da aproximação, o choque entre os astro poderia ocorrer em até seis meses.

Com isso, os especialistas teriam dias para estudar o tamanho, composição e chances de impacto, cooperando entre si e usando equipamentos de última geração para pensar em soluções de destruição ou desvio de sua rota, cogitando a explosão do corpo celeste com uma bomba nuclear.

Mesmo assim, os cientistas não conseguiram realizar a ação a tempo, concluindo que, com as tecnologias existentes e com os fundamentos levantados pelos especialistas presentes, não seria possível impedir o choque entre o asteroide e a Terra, evidenciando a necessidade de uma missão física como o Dart.

No documento de conclusão redigido pelos participantes, o tempo curto de seis meses para identificar a rota seria o fator principal para a incapacidade: “Se enfrentássemos um cenário como o da simulação na vida real, não seríamos capazes de lançar uma espaçonave em tempo hábil com as capacidades de hoje”.