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Notícias / Brasil

Após polêmica com nazismo, Monark diz sofrer 'linchamento desumano'

O ex-apresentador do Flow Podcast voltou a se pronunciar nas redes sociais

Redação Publicado em 10/02/2022, às 20h41

O apresentador Monark - Divulgação/Vídeo/Youtube/Flow Podcast
O apresentador Monark - Divulgação/Vídeo/Youtube/Flow Podcast

Na última terça-feira, 8, o apresentador Monark, apelido de Bruno Aiub, foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter após protagonizar um debate esdrúxulo no Flow Podcast. 

Enquanto entrevistava Tabata Amaral, PSB-SP, e Kim Kataguiri, Podemos-SP, o apresentador defendeu o reconhecimento do partido nazista pela lei no Brasil. 

Após entidades e personalidades midiáticas se pronunciarem, o ex-apresentador do Flow Podcast tentou justificar o episódio ao afirmar que estava bebâdo e que havia sido 'insensível. 

Divulgação / YouTube / Flow

Linchamento

Bruno voltou a falar sobre o assunto nesta quinta-feira, 10, através de sua conta oficial no Twitter. Após ter feito um Tweet onde diz sofrer 'linchamento desumano', Monark diz que nunca apoiou o nazismo. 

"Eu posso ter errado na forma como eu me expressei, mas o que estão fazendo comigo é um linchamento desumano. Reitero que um nunca apoiei a ideologia nazista e que a considero repugnante. A ideia defendida é que eu prefiro que o inimigo se revele do que fique nas sombras", escreveu ele. 

Em outro Tweet, este mais recente, Bruno reconhece que machucou muitas pessoas e que responderá pelas atitudes. 

"Entendo que eu machuquei muitas pessoas com meu comentário insensível, peço perdão por isso, errei feio, e responderei pelas minhas atitudes. Quero aprender a evitar que a minha falta de empatia machuque novamente tantas pessoas, e sei que preciso", diz o Tweet publicado por Monark. 

A polêmica

Após ter defendido o reconhecimento do partido nazista, o apresentador foi rebatido por Tabata Amaral.

“Liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca a vida do outro em risco. O nazismo é contra a população judaica. Isso coloca uma população inteira em risco", disse Amaral.

Mesmo após a fala da deputada, Monark insiste no debate e não reflete sobre o que foi dito. 

“(...) se um cara quisesse ser anti-judeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”, diz ele. Em seguida, o apresentador questiona: “Você vai matar quem é anti-judeu? (...) Ele não está sendo anti-vida, ele não gosta dos ideais [dos judeus]". 

O rastro do nazismo

Ao lado de outras mentes cruéis, Adolf Hitler foi o responsável pelo massacre de judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial.

No Terceiro Reich, aqueles excluídos da ‘raça ariana’ eram enviados para campos de trabalho forçado e execução. Uma das vítimas brasileiras do regime é o senhor Andor Stern.

“Eu tive o privilégio de ter reposto tudo que eu perdi. A vida me compensou de verdade: me deu, por exemplo, uma família maravilhosa e a oportunidade de, ainda com a minha idade, ser lúcido. Eu não tenho muito do que reclamar da vida, ainda que tenha vivido o que eu presenciei”, disse ele em entrevista ao site Aventuras na História no ano passado.