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Após protestos, quatro homens são acusados por estupro e assassinato de menina de 9 anos na Índia

A criança foi morta no dia 1º de agosto e o caso gerou diversas polêmicas no país. Entenda!

Pamela Malva Publicado em 30/08/2021, às 13h00

Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia
Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia - Divulgação/ Pixabay/ Mike_Cuvelier

Logo no começo deste mês, o caso de um estupro coletivo gerou polêmicas e diversos protestos na Índia. Acontece que, além do abuso, a vítima de 9 anos ainda teria sido assassinada por seus agressores. Agora, segundo a CNN, quatro homens, incluindo um padre hindu, foram acusados pelos crimes cometidos em Delhi, capital do país.

Em comunicado oficial emitido no sábado, 28, o Ministério do Interior indiano informou que os suspeitos, presos desde o dia 2 de agosto, foram formalmente acusados pelos crimes de estupro, assassinato e destruição de provas — entre outras transgressões.

O problema é que, além da revolta causada pelos crimes, o caso ainda reacendeu uma antiga discussão na Índia acerca da violência e da discriminação contra a comunidade dalit no país, da qual a vítima fazia parte. Isso porque o grupo ainda é o mais oprimido no sistema de castas do hinduísmo, segundo narrou o policial Ingit Pratap Singh à CNN.

De acordo com os oficiais, acredita-se que a menina tenha sido abordada por seus agressores enquanto buscava água em um crematório, no dia 1º de agosto. Naquela tarde, o padre do local entrou em contato com os pais da garota, a fim de informá-los sobre a suposta morte acidental da vítima, afirmando que ela teria sido eletrocutada.

Foi assim que o homem e outros três funcionários do crematório convenceram a mãe da menina a cremar o corpo da pequena, pontuando que não seria interessante envolver a polícia em um caso tão inesperado. O cadáver da vítima, então, foi cremado na presença dos pais. Naquela mesma noite, contudo, o caso começou a gerar polêmicas.

Cerca de 200 habitantes da aldeia da menina se reuniram, exigindo justiça pelo caso inusitado, que sequer foi analisado pelos policiais. Diante dos tumultos e da pressão popular, o crime deve ser finalmente analisado por um tribunal distrital nesta terça-feira, 31. Depois disso, o caso será encaminhado a um tribunal acelerado.