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Após quatro dias de invasão, Ucrânia aceita negociar com a Rússia

Invasão da Rússia na Ucrânia foi iniciada na última quinta-feira, 24

Redação Publicado em 27/02/2022, às 12h09 - Atualizado às 12h37

Putin (à esq.) e Volodymyr Zelensky (à dir.)
Putin (à esq.) e Volodymyr Zelensky (à dir.) - Getty Images

Após quatro dias da invasão russa na Ucrânia, que resultou em mais de 100 mortes em um único dia, Volodimir Zelesnki, atual presidente do país, concordou em negociar um acordo que pode cessar o conflito iniciado pela Rússia na última quinta-feira, 24. 

A ação do presidente se dá após Putin aumentar a pressão militar, como consequência, a rendição de guerra por acontecer dependendo das condições impostas pela Rússia. As informações são da Folha de SP. 

Após intensos bombardeios e críticas de países que condenaram a ação, a Rússia informou que uma delegação está a caminho de Gomel, em Belaraus, e que estão 'prontos para começar negociações'. 

Estaremos prontos para começar negociações", explicou Dmitri Peskov, atual porta-voz do presidente da Rússia.

Vale citar que anteriormente, o presidente da Ucrânia criticou a escolha dos russos em se encontrar em Minsk para estabelecer negociações. 

"Ouvimos muitas conversas sobre um possível encontro entre Ucrânia e Rússia que pode acabar com esta guerra e trazer a paz de volta a nós. Minsk tem sido frequentemente citada como o lugar para essas negociações. Mas o local não foi escolhido nem pela Ucrânia, nem por Belarus. Foi escolhido pela liderança russa", afirmou Zelensky num pronunciamento.

Os russos já estão em Kharkiv, maior cidade da Ucrânia, além de continuar com bombardeios em Kiev. Vale ressaltar que Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse neste domingo, 27, que após as sanções e 'declarações agressivas', colocou forças nucleares em posição de alerta.