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Após repercussão, advogado explica demora na acusação de plágio contra Adele

Caso envolve a canção “Mulheres”, que ganhou fama na voz de Martinho da Vila

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/09/2021, às 13h40

Montagem com fotografia de Martinho da Vila e Adele
Montagem com fotografia de Martinho da Vila e Adele - Divulgação/Wikimedia Commons/Thesupermat / Getty Images

Na última sexta-feira, 10, veio a público a ação judicial movida por Toninho Geraes, autor da música “Mulheres”, que ganhou fama na voz de Martinho da Vila, de 1995. Ele acusa a cantora Adele de plágio na canção “Million Years Ago”, que compõe o disco 25, lançado em 2015. 

Depois de o caso alcançar enorme repercussão, o advogado do compositor, Fredímio Biasotto Trotta, explicou ao portal G1 o motivo de o processo ter demorado tanto tempo. Segundo o profissional, Geraes não conhecia a canção até ser apresentado a ela no ano passado pelo produtor musical Misael da Hora.

“Não fosse o Misael da Hora ter ouvido numa festa uma execução da canção e imediatamente presumido se tratar de uma versão [autorizada] da obra original, é bem possível que o Toninho até hoje não soubesse da existência do plágio”, disse Trotta.

Assim que perceberam o caso, Toninho e seus advogados enviaram uma notificação para a Sony Music relatando o ocorrido em fevereiro deste ano, visto que Martinho e Adele pertencem à mesma gravadora. 

Na época, a empresa respondeu que o assunto está “nas mãos da XL Recordings e da própria Adele, já que a Sony Music era apenas distribuidora desse fonograma no Brasil, cujo contrato, inclusive, já está expirado".

Até agora, três notificações já foram emitidas sobre o caso e os envolvidos ainda não responderam. Devido a isso, o compositor e sua defesa decidiram tornar o caso público e informaram que estão juntando provas com objetivo de iniciar uma ação judicial.