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Após ser dada como morta, idosa acorda antes de velório

Família ficou perplexa com a situação: "Nós estávamos em casa organizando o velório"

Fabio Previdelli Publicado em 10/01/2022, às 10h53

A idosa Clotilde Rieck
A idosa Clotilde Rieck - Divulgação/ Arquivo Pessoal

No dia 31 de dezembro, a idosa Clotilde Rieck, de 78 anos, foi dada como morta horas depois de chegar no Posto de Saúde Eva Dias de Melo, em Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Ela foi encaminhada ao centro médico no dia anterior, após passar mal. Clotilde passou o dia realizando exames e, já na madrugada, foi constatado que ele tinha infecção urinária. Na parte da manhã, Rieck sofreu duas paradas cardíacas — sendo que, após a segunda, a equipe médica informou que a idosa já não apresentava mais sinais vitais e confirmaram o óbito. 

Com a notícia da morte, seus familiares passaram a organizar o velório de Clotilde. Foi então que aconteceu a grande surpresa: um funcionário da unidade de saúde a encontrou viva

"Quando ele descobriu o corpo para fazer a remoção dela, ela estava viva, com o braço erguido, o olho aberto e pedindo ajuda", relata a sobrinha-neta de Rieck, Bianca Schneider, ao G1. 

Nós estávamos em casa organizando o velório, quando o funcionário da funerária nos liga avisando que ela estava viva", continua. 

Segundo os familiares da idosa, o funcionário diz ter se assustado com o episódio e logo chamou a ajuda de profissionais no posto de saúde. Clotilde estava com o coração batendo e com a respiração ofegante. 

A família conta que um problema no tamanho do caixão fez com que o enterro demorasse mais tempo do que o imaginado. Bianca ressalta que o atraso contribuiu para que a idosa não fosse enterrada viva. "Se tivesse o caixão do tamanho dela certinho, nós teríamos enterrado ela viva. Graças a Deus, teve esse tempo”. 

Prefeitura se explica 

Em suas redes sociais, a prefeitura de Cidreira publicou uma nota onde diz que "está apurando o ocorrido, bem como a responsabilidade da médica que atestou o óbito da paciente".

"Realmente, é uma coisa inédita aqui para o nosso município. Nunca passamos por uma situação como essa. Nós estamos tomando providências, vamos abrir um processo administrativo e solicitamos o afastamento imediato da médica", afirmou Irene Mendes, coordenadora do posto de saúde. 

A prefeitura disse que a médica que assinou o atestado de óbito da idosa foi afastada. Seus advogados, Bibiana Boaventura e Uilian Loose, disseram que a médica usou "todos os meios de tratamento e todas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar disponíveis no Posto de Saúde 24 horas Eva Dias de Melo, na cidade de Cidreira/RS, especialmente no dia 31/12/2021" para tentar salvar Rieck.

Após o episódio, Bianca diz que a tia-avó foi levada para a Santa Casa de Misericórdia, onde está internada. Entretanto, ressalta que a idosa já está em um quarto e respira normalmente. Ela diz que o quadro da idosa está “evoluindo muito bem”.

Clotilde ficou um tempo inconsciente após o ocorrido. Na última sexta-feira, 8, Bianca contou que ela foi informada sobre o que aconteceu — algo que a idosa custou a acreditar. "Ela está perplexa".