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Após Sérgio Reis anunciar greve dos caminhoneiros, representantes da classe negam adesão

Vídeo que viralizou nas redes sociais mostra cantor e ex-deputado protestando contra ministros do STF: “Se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo”

Fabio Previdelli Publicado em 16/08/2021, às 10h39

O cantor Sérgio Reis
O cantor Sérgio Reis - Divulgação/Antonio Cruz/Agência Brasil via Wikimedia Commons

No último final de semana, circulou nas redes sociais um vídeo atribuído ao cantor e ex-deputado Sérgio Reis informando que, nos próximos dias, os caminhoneiros farão uma paralisação a favor do governo de Jair Bolsonaro

Segundo informações do Estadão, ato aconteceria no próximo dia 7 de setembro, quando se comemora a Independência do Brasil, e faria parte de uma série de outras manifestações públicas que estão sendo organizadas.  

A ‘greve nacional de caminhoneiros’ seria um manifesto contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nada vai ser igual, nunca foi igual ao que vai acontecer em 7, 8, 9 e 10 de setembro. Se eles não obedecerem nosso pedido, eles vão ver como a cobra vai fumar. E ai do caminhoneiro que furar esse bloqueio”, disse Reis na gravação. 

O cantor também informou que gostaria de se encontrar com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, para apresentar-lhe uma “intimação” para aprovar o afastamento do ministros e a favor do voto impresso.

“Já entramos com pedido de o presidente do Senado nos receber no dia 8 de setembro, vou eu e dois líderes dos caminhoneiros, e dois líderes do sindicato da soja, para entregar a ele uma intimação, não é um pedido, é uma intimação, como se fosse um oficial de Justiça que fala ‘cumpra-se’”, diz Reis

“Enquanto o Senado não tomar essa posição, que nós mandamos fazer, nós vamos ficar em Brasília e não saímos de lá até isso acontecer. Uma semana, dez diz, um mês e os cara bancando tudo, hotel e tudo, não gasta um tostão. E se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”. 

Apesar das duras falas, José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transportes do Brasil (ANTB), declarou ao Estadão/Broadcast que seus associados, cerca de 45 mil motoristas autônomos, não farão parte do ato. “A grande maioria não vai participar”. 

A informação foi corroborada por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). “Não nos envolvemos com política”.