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Após sumiço de atleta, Associação de Tênis prepara boicote à China

Peng Shuai está desaparecida desde o começo do mês após denunciar ter sofrido abuso sexual de um ex-político

Fabio Previdelli Publicado em 20/11/2021, às 08h30 - Atualizado às 09h40

Peng Shuai durante partida
Peng Shuai durante partida - Getty Images

No começo de novembro, conforme explica matéria publicada pela equipe do site do Aventuras na História, a tenista chinesa Peng Shuai , ex-número 1 do mundo, revelou em uma rede social que sofreu abuso sexual de Zhang Gaoli, ex-vice-primeiro-ministro do país.

Desde então, a esportista está desaparecida. Dessa maneira, a Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), declarou que pretende tirar todos seus torneios do país por conta da situação envolvendo Peng

Nos últimos dias, como aponta o Globo Esporte, a mídia estatal da China chegou a divulgar um suposto e-mail escrito por Peng Shuai, onde a tenista negava as acusações e seu sumiço. A Anistia Internacional, porém, cogita que a mensagem possa ter sido escrita de maneira forçada. 

Continuamos a pedir provas independentes e verificáveis ​​de que Shuai Peng está a salvo e que sua alegação de agressão sexual será investigada de forma completa, justa e sem censura. Do contrário, a WTA está preparada para fazer o que é certo”, relatou Steve Simon, presidente-executivo da WTA, em entrevista à CNN.

Em resposta, Hu Xijin, editor do Global Times, jornal chines ligado ao Partido Comunista da China, se pronunciou por meio de suas redes sociais pedindo para que Simon "não use um tom coercitivo ao expressar qualquer preocupação à China".

“Talvez você tenha feito isso por boa vontade. Mas você deve entender a China, incluindo entender como o sistema do qual você não gosta promoveu os direitos reais dos 1,4 bilhão de chineses”, completou.