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Notícias / Ciência

Apresentando sinais misteriosos, sonda mais distante da Terra intriga a NASA

Falta de relatórios e receio de interferência externa rondam o mistério

Redação Publicado em 20/05/2022, às 14h13

Ilustração realista de sonda Voyager 1 - Divulgação - NASA
Ilustração realista de sonda Voyager 1 - Divulgação - NASA

A sonda Voyager 1, tem sido alvo de muitos debates e pesquisas na NASA. Isso acontece por ser o objeto mais distante da Terra que o homem já conseguiu lançar e segundo cientistas, apresenta um problema no seu sistema de orientação espacial, que não está refletindo realmente o que se passa ao seu entorno.

Segundo a NASA, o dispositivo funcionava normalmente com o recebimento e execução dos comandos, contudo, os dados de seu Sistema de Controle Conjunto e Atitude (AACS) apontavam para informações nos computadores da agência que pareciam ser "geradas aleatoriamente" e erradas.

"Nesta fase da missão da Voyager, um mistério como de certa forma faz parte de sua trajetória”, falou a gerente do projeto Voyager 1", Suzanne Dodd.

É exata funcionalidade da AACS, garantir o correto posicionamento da antena da Voyager, que está sempre apontada para a terra. Como o sinal da Voyager 1 não diminuiu, os engenheiros acreditam que a antena ainda está orientada corretamente.

Mas, a sonda está localizada fora do sistema solar, no chamado espaço interestelar (a 23,3 bilhões de quilômetros) e por isso, os cientistas levam mais de dois dias para enviar uma mensagem à Voyager 1 e obter uma resposta.

A espaçonave tem quase 45 anos, o que está muito além do que os idealizadores da missão anteciparam. Também estamos no espaço interestelar – um ambiente de alta radiação que nenhuma sonda esteve antes. Portanto, temos alguns grandes desafios para a equipe de engenharia. Mas acho que, se houver uma maneira de resolver esse problema do AACS, nossa equipe vai descobrir", acrescentou a gerente.

Próximas medidas

De imediato, não é descartada a possibilidade de se tratar de algum fator externo que esteja de alguma forma manipulando os dados e a sonda. 

Em resposta a essa e todas as outras teorias do mistério, a instituição espacial garante que maiores danos às pesquisas serão contidos pela fácil possibilidade de alterar o software do satélite, ou através do uso de seus sistemas redundantes.