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Notícias / Mundo

Aquecimento global tem feito pessoas perderem o sono, conclui estudo

Descubra quem são os principais afetados por este impacto da crise climática

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/05/2022, às 13h55

Imagem meramente ilustrativa de mulher sofrendo de insônia - Divulgação/ Freepik/ jcomp
Imagem meramente ilustrativa de mulher sofrendo de insônia - Divulgação/ Freepik/ jcomp

Uma pesquisa em escala planetária avaliou que o aumento das temperaturas ao redor do globo, que é ainda mais expressiva no período da noite do que durante o dia, está trazendo prejuízos ao nosso sono. 

Atualmente, o cidadão comum dorme uma média de 44 horas a menos que o recomendado a cada ano, todavia, existem grupos que sofrem mais com o problema do que outros, como mulheres e idosos. 

Noites de péssimo sono também são responsáveis por afetar três vezes mais populações de países de renda baixa e média, de acordo com as conclusões, que foram divulgadas na revista One Earth.

Para chegar a esses dados, os especialistas acompanharam 47 mil pessoas de 68 países diferentes. Os participantes usaram pulseiras de rastreamento do sono durante mais de 7 milhões de noites, e foi determinado que suas horas de sono perdidas não foram recuperadas posteriormente. 

Aquecimento global e saúde

A pesquisa descobriu que, quando está mais quente que a média, as pessoas demoram para adormecer, o que estaria relacionado com o fato que nossos corpos precisam esfriar antes que peguemos no sono. 

Essa preocupante conexão entre aumento de temperaturas e sono insuficiente demonstra como a crise climática pode afetar nossa qualidade de vida ao trazer danos à saúde

Preocupantemente, também encontramos evidências de que as pessoas que já vivem em climas mais quentes experimentaram maior erosão do sono por grau de aumento de temperatura. Esperávamos que esses indivíduos fossem mais bem adaptados", explicou ainda o líder do estudo, Kelton Minor, segundo apurado pelo The Guardian. 

O pesquisador ainda alertou que as estimativas trazidas à tona pelo artigo podem inclusive ser apenas "a ponta do iceberg", e a verdadeira extensão do impacto das noites quentes na perda do sono global seria muito maior. 

+Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui