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Notícias / Arcebispo

Arcebispo valida texto que atesta sexo gay como ‘pecado’: 'Incompatível com escrituras'

Na conferência de Lambeth, Justin Welby, líder da Igreja Anglicana global, “afirmou a validade” de uma declaração de 1998

Redação Publicado em 03/08/2022, às 09h47

Imagem ilustrativa - Getty Images
Imagem ilustrativa - Getty Images

O arcebispo de Canterbury e líder da Igreja Anglicana global, Justin Welby, "afirmou a validade de uma declaração de 1998 que atesta que o sexo gay é pecado durante a conferência de Lambeth, que acontece uma vez a cada década.

O texto é conhecido como Lambeth 1.10 e rejeita “a prática homossexual como incompatível com as escrituras” e “defende a fidelidade no casamento entre um homem e uma mulher em união vitalícia”, além de afirmar que uniões do mesmo sexo não devem ser legitimadas ou abençoadas.

“Em muitos países, [isso] faria da igreja uma vítima de escárnio, desprezo e até ataque. Para muitas igrejas, mudar o ensino tradicional desafia sua própria existência”, disse Welby.

Em seu discurso, o arcebispo afirmou que, para “uma grande maioria” de anglicanos conservadores, questionar o ensino bíblico era “impensável”, acrescentando que a resolução Lambeth 1.10, “não está em dúvida”.

No entanto, declarou que não acionaria autoridade para disciplinar ou excluir igrejas que abençõem casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o que já vem acontecendo em países como Escócia, País de Gales, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Brasil e México.

Repercussão na igreja anglicana global

Ativistas pela igualdade LGBTQ+ dentro da igreja se revoltaram com a declaração do arcebispo, que reforçou a postura tradicional da igreja, segundo noticiou o jornal britânico The Guardian.

“Mais uma vez, foi dada prioridade a salvar uma instituição feita pelo homem em vez de proteger a vida das pessoas LGBTQ+”, disse a ativista Jayne Ozanne.

“Vamos deixar claro que Lambeth 1.10 encoraja a 'terapia de conversão' e nega o amor dado por Deus entre dois indivíduos. É uma vara com a qual muitos de nós foram espancados e continuaremos a sofrer em todo o mundo”, completou.

Uma declaração assinada por 90 bispos, incluindo oito arcebispo, recentemente, afirmava que “muitas pessoas LGBT+ foram historicamente feridas pela Igreja e particularmente feridas pelos eventos das últimas semanas” e “esperam pelo dia em que todos nos sentiremos verdadeiramente bem-vindos, valorizados e afirmados”.

Por outro lado, os religiosos conservadores comemoraram a reafirmação explícita da declaração de 1998. Foi o caso do arcebispo do Sudão do Sul, Justin Badi Arama, que comentou como a “igreja de Jesus Cristo não pode se dar ao luxo de perder suas amarras nas escrituras sagradas e vagar com o mundo”.

“Com base na necessidade de estabelecer uma doutrina clara sobre casamento e sexualidade neste momento decisivo para a comunhão anglicana, esta conferência deve reafirmar o ensino bíblico da resolução 1.10 da conferência de Lambeth de 1998”, afirmou.

Segundo ele, todos os bispos anglicanos deveriam estar “pregando as boas novas de Jesus Cristo. Se não respeitarmos as escrituras, estamos dizendo que Deus está errado”, dizendo que bispos em relacionamentos do mesmo sexo ou que apoiavam o casamento entre pessoas do mesmo sexo “se distanciaram do caminho de Deus”.


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