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Arco-íris em Marte? Nasa explica fenômeno intrigante em foto capturada por robô

No último final de semana, Perserverance registrou uma fotografia do horizonte do Planeta Vermelho — mas um detalhe curioso se destacou

Alana Sousa Publicado em 08/04/2021, às 11h45

Imagem do arco-íris captado em Marte
Imagem do arco-íris captado em Marte - Divulgação/NASA

No último final de semana, uma foto capturada pelo robô Perserverance e divulgada pela NASA, a agência espacial americana, chamou a atenção por um detalhe inusitado: mostrando a superfície de Marte, era possível observar um arco-íris.

O fenômeno natural causou estranhamento em quem viu a fotografia, isso, pois, para a formação do arco-íris é necessário um encontro entre a luz do sul e gotas de chuva. Mas como aconteceria o arco multicolorido em uma atmosfera hostil, como a do Planeta Vermelho?

Pelo Twitter, a NASA explicou do que se trata a formação do arco-íris na imagem recente: “Muitos perguntaram: isso é um arco-íris em Marte? Não. Arco-íris não são possíveis aqui”, afirmou a agência em notícia repercutida pela CNN Brasil.

Ilustração do rover Perseverance descendo em Marte / Crédito: Divulgação / NASA

 

“Arco-íris são criados pela luz refletida em gotas de água, mas não há água suficiente aqui para condensar e é muito frio para [a presença de] água líquida na atmosfera. Este arco é um reflexo de lente”, acrescentou a NASA, ao esclarecer que o fenômeno foi causado pela lente do robô que capturou o horizonte marciano.

Outra publicação, feita na conta pessoal do Perseverance, diz: “Tenho protetores solares em minhas câmeras contra dano, que são consideradas críticas para a missão (eu preciso deles para dirigir para frente e geralmente estou dirigindo para frente). Os protetores não eram considerados essenciais nas minhas câmeras traseiras, então você pode ver artefatos de luz dispersa em suas imagens”.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.