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Argentina: Congresso aprova lei de imposto sobre grandes fortunas durante pandemia

A medida tem o objetivo de auxiliar os mais pobres — e cerca de 12 mil argentinos de grande poder aquisitivo devem ser atingidos

Redação Publicado em 05/12/2020, às 10h01

Imagem ilustrativa de um teste positivo para Coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste positivo para Coronavírus - Divulgação/Pixabay

Uma lei de imposto extraordinário que deverá ser aplicado à grandes fortunas foi aprovada pelo Congresso da Argentina. As informações foram publicadas neste sábado, 5, pelo portal de notícias G1.

De acordo com as autoridades argentinas, a medida tem o objetivo de ajudar em projetos sociais urgentes, como financiar os custos usados durante a pandemia do novo coronavírus, para auxiliar na luta, além de aprovar subsídios à pobreza e também créditos para pequenas e médias empresas do país.

Segundo revelado na publicação, a lei foi aprovada no Senado por 42 votos a 26. Nos últimos três anos, a Argentina vem sofrendo com a recessão, alta inflação e o crescimento da pobreza. Acredita-se que cerca de 12 mil pessoas de alto poder aquisitivo sejam atingidas com o projeto chamado de "contribuição solidária".

Vale lembrar que a medida é extraordinária e só acontecerá uma vez, estimasse que o país arrecade cerca de US$ 3 bilhões com o projeto. Contudo, a nova lei é fortemente rejeitada pela oposição do atual governo, a chapa Juntos pela Mudança.  

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, a Argentina conta com 1.454.618 casos confirmados de infecção pelo novo vírus e registra 39.512 mil mortes em decorrência da doença.

Em 1º de dezembro de 2019, há um ano, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 65 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.520.478 milhão de mortes, sendo mais de 175 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 279 mil.

Atualmente, o Brasil enfrenta a segunda onda de contaminações pelo vírus, o que levou o prefeito de São Paulo, João Dória, a afirmar no último dia de novembro que certas regiões do estado precisariam voltar à fase amarela.