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Pescadores descobrem navio naufragado há 94 anos no fundo do rio Paraná

Pescando em rio com nível baixo, o grupo localizou, na Argentina, resquícios da embarcação Blanca Rosita — afundada em outubro de 1926

Wallacy Ferrari Publicado em 22/10/2020, às 11h20

Grupo de pescadores posam ao lado de mastro
Grupo de pescadores posam ao lado de mastro - Agencia de Divulgación Científica de la Universidad Nacional de La Matanza

Enquanto procuravam peixes nas margens do Rio Paraná, a 164 quilômetros de Buenos Aires, um grupo de pescadores se surpreendeu com um importante achado trazido na rede de pesca. Além dos animais marinhos, uma grande peça de madeira trabalhada, com cerca de cinco metros de comprimento e 23 centímetros de diâmetro.

Após o achado, decidiram chamar autoridades para identificar o item que, para a surpresa da equipe, tratava-se de um mastro que compunha uma antiga embarcação argentina, chamada Blanca Rosita. De acordo com a agência Télam, o item foi fabricado com um tronco de pinheiro e possui uma escora estrutural de ferro.

Topo do mastro encontrado / Crédito: Agencia de Divulgación Científica de la Universidad Nacional de La Matanza

 

O diretor do Museu de San Pedro, José Luis Aguilar, explicou a importância da descoberta: "É um objeto que conta uma história de dor como tantas outras ocorridas na vida cotidiana do rio, onde homens se arriscam para cumprir suas tarefas. Até hoje, não havia nada deste navio. Nenhum elemento. Então, este mastro passou a ser parte importante do patrimônio histórico da região", afirmou à Agência de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de La Matanza.

O navio foi confeccionado no início do século 20 e participou de operações marítimas até a noite de 24 de outubro de 1926, quando colidiu com o navio a vapor belga Patagonier e afundou, a 141 quilômetros da cidade de San Pedro — banhada pelas margens do Rio Paraná. O Blanca Rosita transportava 100 toneladas de sal e teve apenas uma morte no episódio, sendo de Pablo Rotford, o maquinista.