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Aromas antigos ajudam a desvendar mistério de tumba egípcia de 3,4 mil anos

O conteúdo encontrado no interior de frascos de comida colabora para a melhor compreensão dos costumes do Egito Antigo; confira

Redação Publicado em 15/04/2022, às 09h00 - Atualizado em 18/04/2022, às 16h49

Sarcófago dourado de Kha
Sarcófago dourado de Kha - Divulgação/Wikimedia Commons/Hans Ollermann

No início deste mês foram divulgadas informações a respeito de estudos realizados nos aromas encontrados em frascos de comidas, que foram descobertos em uma tumba egípcia de mais de 3,4 mil anos. A descoberta compreende mais uma curiosidade a respeito da civilização que prosperou às margens do Nilo e foi marcada nos livros de História.

No local — que hoje integra a cidade egípcia de Luxor — os corpos mumificados do mestre de obras Kha e sua esposa Merit, foram encontrados junto com mais de 440 objetos.

Desde que a chamada ‘Tumba de Kha’ foi encontrada, em 1906, o local é alvo de estudos. O que chama atenção é o fato de o casal não pertencer à realeza e mesmo assim apresentar um conjunto considerável de bens materiais.

De acordo com informações publicadas pelo portal Superinteressante, um dos maiores mistérios envolve os cheiros específicos encontrados nos potes de comida. Sabe-se que a prática de colocar alimentos nas tumbas era comum, já que os egípcios os guardavam para o ‘pós-vida’.

Resultados

Para entender melhor o caso, os especialistas envolvidos no novo estudo resolveram usar uma abordagem não invasiva para análise dos artefatos históricos. Durante vários dias, os objetos ficaram selados em sacos plásticos e os pesquisadores coletaram moléculas de compostos orgânicos remanescentes.

Para identificar os componentes dos aromas em cada frasco, os estudiosos usaram um espectrômetro de massa portátil, ferramenta que facilita identificação de moléculas, com a medição da massa e estrutura do que está sendo analisado.

Os pesquisadores se surpreenderam com os resultados. Nas amostras foram encontradas restos de cera de abelha, frutas e peixe seco. Para os envolvidos no estudo, a descoberta ajuda a entender melhor sobre as tradições funerárias e os costumes alimentares dos egípcios antigos.

Confira a pesquisa completa neste link.