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Arqueólogos descobrem evidências de habitação na Idade do Ferro em remota ilha de St. Kilda

O arquipélago britânico é considerado um Patrimônio Mundial da UNESCO — mas nunca havia recebido um estudo tão arqueológico tão aprofundado

Wallacy Ferrari Publicado em 10/02/2021, às 09h13

Fotografia em plano geral da ilha de St. Kilda
Fotografia em plano geral da ilha de St. Kilda - Wikimedia Commons

Uma equipe de pesquisadores da GUARD Archeaology realizou uma série de investigações arqueológicas nas ilhas pertencentes ao arquipélago de St. Kilda, incluindo a maior escavação já realizada no local, e encontrou diversas evidências de presença humana com datação na Idade do Ferro, conforme publicado no portal Archeaology Reports.

A principal evidência foi extraída de fragmentos de cerâmica que continham vestígios de alimentos carbonizados que aderiram ao material; a datação por radiocarbono apontou que o local teve um assentamento com presença massiva de humanos em algum ponto entre o século 4 a.C. até o final do século 1 a.C.

Fragmentos de cerâmica localizados por pesquisadores / Crédito: Divulgação / GUARD Archeaology

 

Além das cerâmicas, os pesquisadores localizaram parte de um possível copo da Idade do Bronze e dois pequenos fragmentos de cerâmica medieval, que tiveram importância ignorada dada a presença massiva de vestígios relacionados a Idade do Ferro, apontando interferência humana.

Responsável por dirigir as escavações, Alan Hunter Blair, explicou a importância das descobertas em nota oficial: "O trabalho arqueológico recente revelou que a extremidade leste de Village Bay em St Kilda foi ocupada de forma bastante intensa durante o período da Idade do Ferro, embora nenhuma estrutura de casas tenha sido encontrada”.

Ele acrescentou um dos motivos da ausência de resquícios residenciais: “Um dos problemas mais significativos enfrentados pelos arqueólogos que trabalham em St. Kilda é que os edifícios anteriores foram desmontados e removidos para construir novos usando a pedra velha como recurso de construção”, concluiu.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.