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Arqueólogos descobrem vestígios de fábrica clandestina de bebidas ligada a Al Capone

A estrutura serviu para os contrabandistas produzirem álcool durante a Lei Seca americana na década de 1920

Wallacy Ferrari Publicado em 18/02/2021, às 10h12

Equipe registra achados na floresta
Equipe registra achados na floresta - Grace Beahm Alford/Staff

Relacionando dados históricos de investigações sobre gangsters americanos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Tennessee localizou vestígios de uma estrutura usada como destilaria clandestina para a produção ilegal de bebidas alcoólicas durante a Lei Seca estadunidense, na década de 1920.

De acordo com o Post & Courier, o local teve a administração de uma gangue vinculada ao lendário criminoso norte-americano Al Capone e está localizado em meio a Floresta Nacional Francis Marion, na Carolina do Sul.

O local era estrategicamente próximo da residência de Benjamin Villeponteaux, que era parceiro do mafioso na operação e contrabando de licores.

Alguns dos itens usados para a destilação enterrados na floresta / Crédito: Grace Beahm Alford/Staff

 

Os itens encontrados ainda estão em processo de escavação, mas diversas mangueiras, canos e barris foram localizados ao redor de blocos de cimento fortalecidos por lâminas metálicas.

Para aquecer o líquido e preparar a destilação, vestígios de suprimentos de carbono foram localizados no topo de um poço com profundidade estimada em quatro metros.

Na publicação da descoberta, Katherine Parker, membro da equipe arqueológica, explicou que há expectativas de achados pessoais: “Estamos esperançosos de que, se isso era usado como uma área de acampamento, onde as pessoas que estavam administrando também estariam se divertindo enquanto ele funciona, talvez possamos encontrar alguns itens mais pessoais, como botões ou pentes e coisas assim".

Sobre Al Capone

Nascido no Brookyn, Nova York, Al Capone era filho de imigrantes italianos de Salerno, uma família muito pobre. Ainda jovem, já estava envolvido em quadrilhas suburbanas, sendo expulso da escola aos 14 anos por agredir a professora.

Casou-se em 1918, com Mae Coughlin, logo após o nascimento do primeiro filho, Albert, apelidado de Sonny Capone. No ano seguinte, porém, foi enviado pelos mafiosos para Chicago, onde tornou-se aliado de John Torrio até sua morte.

No entanto, Torrio foi assassinado, abrindo espaço para a ascensão de Al, que rapidamente se provou capaz de liderar a organização criminosa. Assim começou o império da máfia de Capone, que ganhou espaço pelas cidades dos EUA.