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Arqueólogos descobrem fosso fenício do século 9 a.C. na Espanha

De acordo com os pesquisadores, ele servia como uma ação defensiva para a proteção do assentamento durante um período de conflitos

Isabela Barreiros Publicado em 12/12/2020, às 11h00

O fosso fenício descoberto na Espanha
O fosso fenício descoberto na Espanha - Divulgação - Universidad de Alicante

Escavações na província de Alicante, na Espanha, revelaram a existência de um antigo fosso, que acredita-se datar do século 9 a.C. Segundo os pesquisadores, trata-se de uma obra feita pelos fenícios, que tem três metros de profundidade e mais de oito metros de largura.

A descoberta demonstra as medidas de proteção tomadas pelos habitantes do local para a proteção do assentamento, pois os arqueólogos acreditam que o fosso em si foi uma ação defensiva colocada em prática pelos colonos fenícios. Isso evidencia também o período de conflitos vividos na região entre os séculos 8 e 9 a.C. 

Os especialistas perceberam também que o fosso foi construído à mão por operários contratados para realizar o serviço. Eles chegaram nessa conclusão ao observarem marcas de mãos e dos cinzéis usados pelos trabalhadores durante as obras. 

Além do fosso, foi identificado ainda uma oficina metalúrgica na região. Ela era muito grande e era composta por uma bancada de trabalho, fornos, forjas e ferramentas de fundição. Os pesquisadores sugerem que o local foi usado entre 700 e 650 a.C.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.