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Notícias / Arqueologia

Arqueólogos descobrem o cemitério mais antigo de Lima, no Peru

Sepulturas foram encontradas em local, que é considerado o primeiro hospital para espanhóis construído na cidade

Redação Publicado em 26/05/2022, às 11h21

Cemitério descoberto em Lima, no Peru - Divulgação/Vídeo/TVPWORLD
Cemitério descoberto em Lima, no Peru - Divulgação/Vídeo/TVPWORLD

Arqueólogos peruanos anunciaram na quarta-feira, 25, a descoberta do mais antigo cemitério de Lima, no Peru, em meio às obras de recuperação do centro histórico da cidade. O espaço está situado no antigo Hospital Real de San Andrés, no coração de Barrios Altos.

O local é considerado o primeiro hospital para espanhóis a ser construído no país, erguido em 1552 e funcionando até 1875. Segundo a UNESCO, Lima “foi, até meados do século 18, a capital e a cidade mais importante dos domínios espanhóis na América do Sul”.

Primeiro cemitério de Lima

Esqueleto descoberto no cemitério / Crédito: Divulgação/Vídeo/TVPWORLD

A partir do trabalho da equipe arqueológica de Lima, liderada pelo programa de recuperação Prolima, foi possível identificar o primeiro cemitério da cidade com a investigação iniciada em 2021, que revelou 42 sepulturas humanas na área do antigo cemitério do hospital.

Após a descoberta das sepulturas na região hospitalar, foi encontrada ainda uma cripta subterrânea em formato abobadado, composta por tijolos, que pode ter funcionado por quase 300 anos, segundo a Reuters.

“Encontramos aproximadamente 40 corpos, masculinos e femininos, com idades variando entre 30 e 55 anos”, afirmou o gerente do programa de recuperação do Centro Histórico de Lima, Luis Martin Bogdanovich à agência de notícias.

Para além dos corpos, encontrámos estruturas arquitetônicas, como os restos do antigo Calvário, o Monte Calvário (zona apedrejada emulando o Sagrado Monte Calvário), de que se fala em documentos do século XVI que aqui estiveram no cemitério e marcou a presença do cemitério, associado à capela, aos quartos de internamento e a uma cripta funerária que julgamos ser do século XVII”, completou.

O complexo conta, atualmente, com três pátios, uma capela e algumas enfermarias antigas. Mas já foi muito mais que isso, o que está sendo revelado pelas investigações arqueológicas, que já identificaram fragmentos de cerâmica pré-hispânica, restos de contas de vidro e pisos de tijolos.