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Arqueólogos descobrem que esqueletos de 1,5 mil anos, encontrados de mãos dadas, eram homens

De acordo com os especialistas, foi possível comprovar o sexo dos corpos após uma análise dentária

Victória Gearini Publicado em 12/09/2019, às 17h00

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- Reprodução

Em 2009, pesquisadores encontraram na província de Mantova, localizada ao norte da Itália, esqueletos com mais de 1,5 mil anos. Os amantes de Modena, como ficaram conhecidos, foram enterrados juntos e com as mãos dadas.

Na época, os especialistas não obtiveram respostas sobre as características da dupla. Isso porque não foi possível analisar o sexo dos cadáveres devido às más condições de armazenamento.

Entretanto, graças aos avanços tecnológicos, os pesquisadores da Universidade de Bolonha descobriram que os restos encontrados são do sexo masculino.

A comprovação foi feita por meio de uma análise dentária da dupla. Segundo os arqueólogos, foi constatada uma proteína que somente está presente no organismo de indivíduos do sexo masculino. Para Antonino Vazzana, pesquisador da Universidade de Bolonha, esse método de análise representa uma evolução científica.

"Essa técnica pode ser decisiva para a paleoantropologia, a bioarqueologia e até a antropologia forense em todos os casos em que o mau estado de conservação dos restos mortais ou a pouca idade dos indivíduos torna impossível determinar o sexo", explicou Vazzana.

Crédito: Archeomodena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O pesquisador da rede italiana RAI, Federico Lugli disse que esta prática não era comum entre os povos do período. "Acreditamos que essa escolha simboliza uma relação particular existente entre os dois indivíduos, mas não sabemos qual tipo", disse ele.

Para o especialista as chances de a dupla ser um casal homossexual são pequenas. Ele explica que os indivíduos possuem idades semelhantes e poderiam ser parentes ou até mesmo soldados enterrados em um cemitério de guerra.