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Arqueólogos descobrem raro capacete grego-ilírio em túmulo de guerreiro na Croácia

Dentro da tumba, estavam ainda um tesouro de armas de ferro, o esqueleto do combatente e os restos mortais de uma mulher usando pulseira de bronze

Isabela Barreiros Publicado em 08/12/2020, às 07h00

Capacete grego-ilíria descoberto
Capacete grego-ilíria descoberto - Divulgação - Museus de Dubrovnik

Durante uma escavação realizada em uma caverna em Zakotarac, na península de Pelješac, na Croácia, arqueólogos descobriram o túmulo de um guerreiro, provavelmente pertencente ao século 4 a.C. Dentro da tumba, porém, encontraram algo ainda mais notável: um capacete raro.

De acordo com os pesquisadores, trata-se de um capacete feito de bronze do tipo grego-ilíria. Eles também consideraram o achado especialmente raro, visto que até hoje poucos similares já foram identificados.

O artefato não foi a única coisa que os especialistas encontraram na tumba. O esqueleto do guerreiro em questão estava enterrado lá, porém os ossos estavam em “condições bastantes ruins”, conforme informado pelos envolvidos no trabalho arqueológico. Restos mortais de uma mulher usando uma pulseira de bronze também foram localizados. 

Foram encontrado ainda um tesouro de armas de ferro, que consistia em lanças e facas muito raras. "Quinze fíbulas de bronze e prata (colchetes), 12 agulhas, vários ornamentos de bronze em espiral e pinças e várias centenas de pasta de vidro e contas de âmbar pertencentes a colares” foram descobertos, segundo o artigo publicado na Archaeology News Network.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.