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Arqueólogos encontram antigo templo grego e barcos com tesouros na Atlântida Egípcia

A cidade submersa de Heracleion, na costa note do Egito, tem sido alvo de pesquisas e descobertas grandiosas

Joseane Pereira Publicado em 25/07/2019, às 11h00

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- Reprodução

Há 1.200 anos, uma cidade na costa norte do Egito acabou sendo engolida pelas águas do mar. Com ela, submergiram antigos templos e tesouros, cujas ruínas foram descobertas no início do século 21.

Recentemente, uma expedição que contava com arqueólogos egípcios e europeus se lançou às ruínas dessa cidade submersa, chamada Heracleion. Usando sofisticados dispositivos de escaneamento, eles se depararam com ruínas de templos, até então desconhecidos, assim como barcos repletos de moedas de bronze e joias.

Brincos encontrados nas embarcações / Crédito: Reprodução

 

Achados preciosos

A equipe de arqueólogos acredita que o naufrágio data do século 4 a.C. E os objetos encontrados confirmam a hipótese: submetidas a análises, as louças de cerâmica, moedas e joias dataram do reinado de Ptolomeu II, entre 283 e 246 a.C. Além delas, um templo grego também foi localizado.

Reconstrução digital da cidade Heracleion / Crédito: Reprodução

 

Antes de desaparecer no que hoje é a baía de Aboukir, no norte do Egito, a cidade de Heracleion era um dos centros comerciais mais importantes do Mediterrâneo. O local foi encontrado quando o Dr. Franck Goddio, arqueólogo subaquático, vasculhava o litoral egípcio à procura de navios de guerra franceses do século 18. Os navios não foram encontrados, mas sim as ruínas da cidade perdida.

Após anos de escavações, é possível estabelecer um mapa descrevendo como era a vida nesse antigo centro comercial, que permaneceu imperturbado até o ano 2000. Como consequência, a equipe de pesquisa, liderada pelo Dr. Goddio, tem formulado algumas hipóteses para a submersão da cidade. 

Moeda / Crédito: Reprodução

 

A principal é de que os sedimentos instáveis ​sobre os quais Heracleion foi construída acabaram por colapsar. Além disso, o aumento do nível do mar, também colaborou com queda de 150 metros. 

"Estamos apenas no começo de nossa pesquisa", afirmou Goddio em entrevista. "Provavelmente teremos que continuar trabalhando pelos próximos 200 anos."