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Arqueólogos encontram enorme coleção de vasos funerários em planície do Sudeste Asiático

Nomeados de vasos da morte, grande coleção de mais de 1000 anos surpreendeu equipe que trabalhava no Laos

André Nogueira Publicado em 16/05/2019, às 14h00 - Atualizado às 15h30

Corpos sepultados nos vasos da morte
Corpos sepultados nos vasos da morte - Divulgação

Uma ampla coleção de vasos antigos onde eram depositados cadáveres para sepultamento foi encontrada no Laos. Foram catalogados pelo menos 137 vasos, espalhados por um grande território nas florestas e planícies do Laos, no Sudeste Asiático.

Esses vasos são, hoje, um grande mistério. Alguns pesam mais de 1 tonelada e foram arrastados até onde estão depositados, no interior do país. Quando o país foi colonizado pelos franceses, o primeiro encontro com esse tipo de material foi chocante, principalmente pela percepção de que os vasos estavam espalhados por diversos lugares de difícil acesso. Os arqueólogos não sabem ao certo o que eram esses vasos na época em que foram construídos, 1000 anos atrás, da Idade do Ferro.

Crédito: Reprodução

 

Também foram encontrados na expedição discos cavados em pedra com figuras humanas e seres animados, que deviam servir para marcar os locais de enterramento. Junto a esse material, foram encontrados artefatos da época, como cerâmicas, objetos de ferro, esferas de vidro e uma espécie de brinco.

Catalogados pelo menos 137 vasos desses vasos é principalmente arenito e granito, montando paredes cilíndricas que alcançam 3 metros de altura. Segundo a lenda, eles foram parar lá carregados por gigantes.

Crédito: Reprodução

 

Pouco se sabe sobre toda a tradição arqueológica dessa região, sendo um completo mistério a razão do uso desses vasos como forma de sepultamento ou o tipo de cultura que originou o artefato. Na verdade, não há evidencias empíricas nem da ocupação humana da região. A única hipótese levantada pelos cientistas é a de que o local era usado como depósito de cinzas e cadáveres.

A equipe pretende voltar à região e continuar as escavações, na tentativa de entender a antiga civilização.