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Arqueólogos encontram esqueleto de pássaro de 6 milhões de anos na China

As escavações revelaram grande parte do corpo da ave sob o Planalto do Tibete; mas a cabeça do animal permanece desconhecida

Isabela Barreiros Publicado em 02/04/2020, às 13h39

O fóssil da ave e sua tomografia computadorizada
O fóssil da ave e sua tomografia computadorizada - Divulgação/Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados (IVPP)

Um esqueleto de pássaro de 6 milhões foi descoberto durante escavações realizadas na província de Gansu, no oeste da China. A nova espécie, que foi denominada Linxiavis inaquosus ajudou os arqueólogos a preencher uma lacuna de quase 20 milhões de anos de fósseis encontrados na região.

O estudo, publicado na revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, investiga, além dos próprios restos mortais da ave, como era o clima no Planalto do Tibete na época em que ele viveu, no período conhecido como Mioceno tardio. Segundo LI Zhiheng, principal autor do artigo, o achado “ajuda a entender as relações entre o platô, as mudanças climáticas e a biodiversidade” do local.

O fóssil, no entanto, é parcial. Ele consiste em grande parte do corpo, incluindo a cintura escapular, ossos das duas asas, vértebras e parte de uma perna, mas não contém a cabeça do antigo animal.

"Como o fóssil mais antigo de um periquito na Ásia e o fóssil mais completo conhecido do grupo, o novo esqueleto fornece um elo fundamental para expandir nossa compreensão da evolução do periquito que vive hoje na China, bem como do ecossistema associado ao Planalto do Tibete e as espécies que viveram apenas lá”, explicou LI Zhiheng, principal autor do artigo.