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Arqueólogos encontram impressionante vila romana no País de Gales

Os pesquisadores envolvidos afirmam que é a primeira vez que uma descoberta desse tipo é feita na região

Isabela Barreiros Publicado em 12/11/2020, às 13h34

Localização da vila romana no País de Gales
Localização da vila romana no País de Gales - Divulgação - Conselho de Wrexham

Um trabalho arqueológico realizado a partir da parceria do Museu Wrexham, da Universidade de Chester e do Archaeological Survey West revelou uma descoberta impressionante perto de Rossett, no País de Gales. Os pesquisadores descobriram nada mais nada menos que uma impressionante vila romana.

De acordo com os especialistas envolvidos no achado, foi a primeira vez que eles encontraram algo assim no nordeste do país. Por isso, eles ficaram ainda mais empolgados com o tipo de conhecimento que poderá ser obtido por meio da análise do local que remonta ao período romano.

A vila foi encontrada por meio de detectores de metais, que revelaram material romano na área. Depois disso, foi feito um exame de sensoriamento remoto que possibilitou que os pesquisadores observassem a presença de uma estrutura enterrada. 

Em comunicado, o Conselho de Wrexham escreveu: “Os vestígios parecem ter uma forma bastante típica, com uma série de edifícios de pedra e azulejos em torno de um pátio central, a pesquisa também sugeriu sua associação com um sistema de campo, uma trilha e outros edifícios e estruturas relacionados”.

Foram descobertos, ao longo das escavações, objetos que datam do final do século 1 até o começo do século 4 d.C., o que indica que a região foi habitada durante grande parte do período romano da Grã-Bretanha. 

“Esta descoberta emocionante altera potencialmente nosso entendimento do nordeste do País de Gales na esteira da conquista romana. Interpretações anteriores sugerem que a maioria das pessoas nesta área vivia em assentamentos associados a locais militares romanos ou em fazendas bastante simples que continuaram a utilizar as formas arquitetônicas de redondas da Idade do Ferro. A identificação da vila agora questiona essa narrativa”, explicou Caroline Pudney, da Universidade de Chester.