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Arqueólogos encontram vestígios de cama de 200 mil anos na África do Sul

Segundo os especialistas, os antigos moradores da Border Cave utilizaram plantas e um sistema único de repelente de insetos para criar um lugar onde pudessem dormir com conforto

Pamela Malva Publicado em 13/08/2020, às 17h30

Fotografia da Border Cave, na África do Sul
Fotografia da Border Cave, na África do Sul - Divulgação/A. Kruger

Enquanto exploravam a Border Cave, na África do Sul, a arqueóloga Lyn Wadley e sua equipe fizeram uma descoberta impressionante. Dentro da caverna, que fica no topo das Montanhas Lebombo, restos de uma cama de 200 mil anos foram encontrados.

Utilizando pequenas plantas da vegetação da região, os antigos ocupantes do local criaram um forro confortável, usado para dormir. Logo abaixo das folhagens, as pessoas ainda fizeram uma camada de cinzas, que tinha a função inusitada de repelir insetos.

Segundo explicou Lyn Wadley à Science, a quantidade de grama encontrada na caverna sugere que os moradores do local construíram suas camas intencionalmente. Assim, o achado traz novas informações sobre os costumes da época.

Se a datação da caverna, feita através de dentes encontrados no lugar, estiver correta, as camas sul-africanas serão as mais antigas já encontradas. Agora, resta descobrir a forma exata como os antigos habitantes empilhavam as múltiplas camadas de plantas e cinzas.