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Arqueólogos identificam mais antiga ferramenta usada por humanos em Israel

O item simples de 350 mil anos foi ignorado por pesquisadores durante muito tempo, mas agora é considerado um dos mais importantes da história

Isabela Barreiros Publicado em 29/12/2020, às 08h00

A antiga ferramenta descoberta em Israel
A antiga ferramenta descoberta em Israel - Divulgação - Ron Shimelmitz

Pesquisadores acreditam ter finalmente identificado a ferramenta mais antiga usada pelos primeiros humanos já encontrada. O item foi descoberto em 1960, na Caverna Tabun, no norte de Israel, mas foi esquecida pelos cientistas devido a sua aparência simples.

No entanto, recentemente, especialistas do Instituto de Arqueologia Zinman da Universidade de Haifa, decidiram analisar novamente os objetos encontrados no local, e acabaram se surpreendendo com o exame do artefato, que é uma pequena pedra arredondada.

Acredita-se que a pedra tenha por volta de 350 mil anos de idade, sendo anterior ao homo sapiens em pelo menos 50 mil anos. É provável também que ela tenha sido usada com o intuito de raspar ou triturar superfícies. 

“Todo o envolvimento nesta tecnologia é muito mais tarde, cerca de 200.000 anos atrás”, explicou o pesquisador Ron Shimelmitz, envolvido no estudo. “Embora a ferramenta seja aparentemente simples, seu surgimento inicial e o fato de que não tem paralelo em um estágio inicial da evolução humana lhe conferem importância mundial.”

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.