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Arqueólogos investigam história de esqueleto de mulher aristocrata de 1.600 anos encontrado em Londres

Acredita-se que ela tenha sido parte da elite que governou a Grã-Bretanha romana, sendo descoberta em uma tumba luxuosa vestindo uma roupa feita de seda com fios de ouro

Isabela Barreiros Publicado em 16/12/2020, às 14h55

O esqueleto e detalhes da vestimenta de ouro
O esqueleto e detalhes da vestimenta de ouro - Divulgação - Museu de Arqueologia de Londres (MOLA)

Um esqueleto foi descoberto dentro de uma grande tumba luxuosa em Londres, na Inglaterra, há 21 anos. Durante todo esse período, pesquisas foram realizadas nos ossos e no túmulo, a fim de entender quem era aquela pessoa enterrada de maneira tão grandiosa há 1.600 anos.

Agora, após anos de estudos, os pesquisadores afirmam que a mulher provavelmente fez parte da elite que governou nos últimos momentos de uma Grã-Bretanha romana. Segundo Roger Tomlin, especialista no período histórico, "é concebível que ela tenha sido a esposa de um dos últimos governantes romanos da Grã-Bretanha".

A forma como ela foi encontrada e o próprio local de enterro já demonstram que ela possuía um elevado status social no período em que viveu. A moça estava vestida com uma roupa feita de seda, 97% de fios de ouro puro, originária da China. A vestimenta também apresentava uma faixa de lã pintada de roxo, cor das elites da época.

O caixão é feito de chumbo puro e dentro dele estava um sarcófago de pedra, onde ela foi colocada. Ao seu lado, estavam também dois recipientes de vidro que, no momento em que ela foi enterrada, provavelmente continham perfume.

"Sua presença no cemitério de Spitalfields mostra que, mesmo no final da Grã-Bretanha romana, Londres estava totalmente integrada às redes econômicas e políticas de alto status", explicou o especialista Michael Marshall, do Museu de Arqueologia de Londres (MOLA). Segundo ele, “seus bens tumulares demonstram as maneiras pelas quais uma elite social altamente móvel era capaz de exibir seu poder e sofisticação”.