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Arqueólogos encontram os destroços do HSM Terror, navio da Expedição Franklin, o terror no Ártico

As fotos submarinas mostram o navio da missão liderada por John Franklin exatamente como ele foi deixado há 170 anos. Confira as imagens

Isabela Barreiros e Thiago Lincolins Publicado em 28/08/2019, às 17h26

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- Crédito: Parks Canada

Em 1845, ao iniciarem uma viagem nos navios HMS Terror e HMS Erebus, sob o comando de John Franklin, um veterano das Guerras Napoleônicas com então 59 anos, o objetivo dos navegadores era um só: achar a elusiva Passagem do Noroeste. 

Entretanto, a aventura promissora acabou indo por água abaixo: a expedição foi avistada pela última vez em 1845. Todos morreram antes que conseguissem completar sequer um quinto do caminho. Foi apenas em 1850 que 11 navios britânicos e dois americanos encontraram os primeiros sinais da expedição: os túmulos de três tripulantes, na Ilha Beechey. Nos anos seguintes, exploradores acharam objetos dos marinheiros e ouviram relatos de Inuítes, que disseram ter visto um dos navios afundar.

Prateleiras na despensa com pratos e garrafas de vidro / Crédito: Parks Canada

 

Agora, membros da Equipe de Arqueologia Subaquática da Parks Canada, uma agência do governo canadense, revelam impressionantes fotos subaquáticas do navio obtidas em sete mergulhos com veículos submarinos operados remotamente (ROV).

Um dos compartimentos da cabine do Capitão Crozier / Crédito: Parks Canada

 

Marc-André Bernier, gerente de arqueologia subaquática da Parks Canada, diz que a equipe está deslumbrada com a qualidade da descoberta. "A condição em que encontramos a cabine do capitão Crozier supera em muito nossas expectativas". As prateleiras da despensa, com pratos e garrafas, e a cabine do capitão Francis Crozier, onde encontraram um tripé e dois termômetros, estão intactas e puderam ser fotografadas com clareza.

Alguns artefatos encontrados nos destroços / Crédito: Parks Canada

 

"Cada gaveta e outros espaços fechados serão um tesouro de informações sem precedentes sobre o destino da Expedição Franklin", comenta Bernier. Segundo os pesquisadores, as temperaturas abaixo de zero e a falta de luz natural colaboraram para a manutenção dos artefatos.