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Arte rupestre encontrada em caverna na ilha de Timor pode ser a mais antiga da região

Os pesquisadores sugerem que os vestígios de estênceis de mãos e manchas de outros pigmentos datam da última Era do Gelo

Isabela Barreiros Publicado em 31/03/2020, às 15h04

Aprimoramento digital e arte rupestre encontrada no Timor-Leste
Aprimoramento digital e arte rupestre encontrada no Timor-Leste - Divulgação/Christopher Standish

Marcas de estênceis de mãos e pequenas manchas de pigmentos mal preservados foram encontrados Caverna Lene Hara, localizada ao leste da ilha de Timor. De acordo com pesquisadores envolvidos na descoberta e posterior pesquisa, esta pode ser a arte rupestre mais antiga da região, datando da última Era do Gelo.

Na mesma caverna, ainda existem outros desenhos nas paredes. No entanto, os 16 estênceis estavam muito mais desgastados que estes, o que fez com que os arqueólogos suspeitassem que eles possuíam uma antiguidade maior.

Acreditava-se anteriormente que a arte rupestre mais antiga da ilha de Timor datava de por volta de 11.650 anos. No entanto, a descoberta pode ter aproximadamente 65 mil anos, pertencendo à época da última Era do Gelo, quando ocorreu uma grande migração da Ásia para a Austrália.

"Isso é consistente com as evidências arqueológicas do local, que demonstraram que os seres humanos estavam ocupando a caverna no Pleistoceno já há 43 mil anos", explicou principal responsável pela pesquisa, Christopher Standish, da Universidade de Southampton.

Segundo Standish, “a arte rupestre que descobrimos pode ser crítica para entender a colonização e a disseminação de ideias entre a Ásia e Sahul”. “Os estênceis fornecem um link tangível para as pessoas que os criaram; você está olhando o contorno da mão de uma pessoa real que viveu milhares de anos atrás”, conclui.