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Notícias / Arqueologia

Artes rupestres de 3,5 mil anos são reveladas no Cazaquistão

Representando animais (como camelos e um tipo de ovelha) e cenas de caça, arte rupestre data da Idade do Bronze ou do Ferro na região

Artes rupestres reveladas recentemente no Cazaquistão - Divulgação/Departamento de Política Interna do Akimat da região de Zhambyl
Artes rupestres reveladas recentemente no Cazaquistão - Divulgação/Departamento de Política Interna do Akimat da região de Zhambyl

Recentemente, uma série de veículos de notícias do Cazaquistão noticiaram a descoberta de cerca de 100 pinturas rupestres com cerca de 3,5 mil anos. Porém, esta descoberta pode não ser assim tão nova.

Descobertos na região de Zhambyl, no sudeste do Cazaquistão, os petróglifos são datados da Idade do Bronze ou início da Idade do Ferro na região, segundo o Astana Times. Nas representações, podem ser identificados animais e cenas de caça.

Vale mencionar que ainda é razão para debate quando exatamente se pode limitar as idades do Bronze e do Ferro no Cazaquistão, mas elas se deram provavelmente entre 4 mil e 2,5 mil anos atrás. As artes rupestres, por sua vez, foram descobertos durante uma campanha voluntária para limpeza do meio ambiente.

Segundo o Live Science, as pinturas mostram animais como camelos de corcunda dupla e argalis (um tipo de ovelha selvagem), além de humanos caçando. As representações estão espalhadas por toda uma área de entre 20 e 25 metros de comprimento, e entre 1,5 e 2 metros de largura, informou o arqueólogo que os analisou, Sauran Kaliyev, ao Astana Times.

Não é novidade?

No entanto, essa nova "descoberta" arqueológica pode não ser assim tão nova. Por e-mail, o arqueólogo Viktor Novozhenov, do Instituto Arqueológico Saryarka da Universidade Estadual de Karaganda, no Cazaquistão, explicou ao Live Science que o local já era conhecido entre os especialistas, mas ainda não foi estudado em detalhes e nem descritos em uma pesquisa.

Isso porque, quando descobrem novos sítios com artes rupestres, muitos arqueólogos do Cazaquistão preferem manter a localização em segredo até que seja possível registrar e catalogá-la oficialmente, para evitar que esses locais sejam vandalizados.