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Assassino de John Lennon tem liberdade condicional negada pela 11ª vez

Mark David Chapman, que foi condenado à prisão perpétua, cumpriu 20 anos de pena, porém ficou elegível aos pedidos de condicional no ano 2000

Vanessa Centamori Publicado em 27/08/2020, às 10h31

John Lennon, da banda The Beatles
John Lennon, da banda The Beatles - Wikimedia Commons

Um pedido de liberdade condicional foi negado a Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, pela 11ª vez. A decisão foi tomada pela instalação correcional de Wende, próxima à Buffalo, Nova York. As informações são do jornal britânico The Guardian

Chapman apontou seu revólver calibre 38 em direção a Lennon, do lado de fora de seu apartamento, no fatídico episódio de sua morte, em 8 de dezembro de 1980. Foram quatro balas no total. Yoko Ono, a esposa do integrante da lendária banda The Beatles, estava apenas alguns passos à frente do marido.

Mark David Chapman, assassino de John Lennon, em entrevista antiga para a CNN / Crédito: Carlos Cobas/Youtube/CNN/Divulgação

 

Ono há muito tempo se opõe à liberdade condicional do assassino de Lennon. Chapman foi condenado à prisão perpétua, cumpriu 20 anos de pena e ficou elegível para liberdade condicional em 2000. Com o 11º pedido negado, ele ainda pode solicitar outra vez uma nova chance de sair da prisão daqui a dois anos. 

O assassino, em uma audiência de 2010, havia justificado o crime ao dizer que ele acreditava que matar o astro o traria fama e reconhecimento. Chapman teria escolhido John Lennon, pois o músico “parecia mais acessível”, segundo ele, como seu prédio não era tão “enclausurado” como os de outras celebridades. “Se não fosse Lennon, poderia ter sido outra pessoa”, admitiu o condenado.