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Assim eram os habitantes mais antigos de Edimburgo

Moradores da Escócia de 900 anos atrás tiveram suas faces reconstruídas depois da iniciativa de uma universidade local

Caio Tortamano Publicado em 09/01/2020, às 15h42 - Atualizado às 15h43

À esquerda, homem encontrado sem sua mandíbula. À direita, mulher rica que morreu em decorrência da lepra
À esquerda, homem encontrado sem sua mandíbula. À direita, mulher rica que morreu em decorrência da lepra - City of Edinburgh Council

Dois dos mais antigos habitantes da cidade de Edimburgo, na Escócia, tiveram seus rostos revelados digitalmente. O projeto é uma autoria conjunta da Assembleia da cidade de Edimburgo e o Centro de Anatomia e Identificação Humana da Universidade de Dundee, Escócia. 

Os corpos foram encontrados na década de 80 debaixo da Catedral de Santo Egídio, onde muitos dos primeiros moradores da cidade escocesa foram enterrados. Uma das descobertas envolveram ossos de um homem.

Vivendo 900 anos atrás, ele provavelmente foi um dos primeiros residentes de Edimburgo (hoje com mais de 480.000 habitantes). Devido à falta do osso no maxilar, os especialistas optaram por incorporar uma barba, que foi essencial para a falta de precisão que teriam com o queixo.

Os restos foram encontrados durantes explorações arqueológicas realizadas na catedral escocesa, durando 12 anos ao total. Durante o processo, 111 corpos foram descobertos, com restos datados do século 12 ao 16.

Catedral de Santo Egídio, na Escócia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além do homem, uma mulher que morreu entre os 35 e 45 anos ganhou uma reprodução em 3D. Sofrendo com lepra, estipula-se que ela viveu no século 16 e ficou parcialmente cega do olho direito devido à patologia.

Enterrada dentro da Catedral de Santo Egídio, ao lado do altar de Sant’Anna, pesquisadores acreditam que ela fazia parte da elite da sociedade.