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Assistente pessoal de Freddie Mercury releva que o astro parou de tomar remédios duas semanas antes de morrer

Em entrevista ao programa britânico Lorraine, Peter Freestone dialogou sobre a morte do astro em 1991

Fabio Previdelli Publicado em 23/10/2019, às 11h24

Freddie Mercury
Freddie Mercury - Getty Imagens

Aclamado por sua voz incomparável e sua performance única, Freddie Mercury foi um dos grandes nomes do rock de todos os tempos. Dono de hits memoráveis, o vocalista do Queen sempre esteve no centro dos holofotes.

Apesar de toda sua fama, Freddie era conhecido por dar poucas entrevistas e preservar o máximo possível de sua vida pessoal. Por isso, sua vida sempre foi alvo de muita curiosidade por parte dos fãs, principalmente depois de sua morte, em novembro de 1991.

Porém, detalhes dos últimos dias vividos pelo astro do rock foram revelados por Peter Freestone — assistente pessoal e um dos melhores amigos de Mercury — em entrevista ao programa Lorraine. O profissional afirmou que o líder do Queen decidiu parar de tomar remédios apenas duas semanas antes de morrer, porque “ele queria estar no controle da situação, embora a doença o estivesse matando”.

Freddie Mercury e Peter Freestone / Crédito: Arquivo Pessoal Peter Freestone


"Ele sabia que [a morte] estava vindo, essa é a questão. Ele decidiu duas semanas antes do fim que ele não tomaria mais nenhum remédio que o mantivesse vivo", declarou.

Ele também falou sobre sua amizade com Freddie, que, segundo ele, era “o amigo mais gentil que alguém poderia ter”.

"Já disse isso antes e vou dizer para sempre, ele era o amigo mais gentil, generoso e leal que alguém poderia querer ter. Ele faria qualquer coisa por seus amigos, mas a questão é que, do outro lado, seus amigos também fariam qualquer coisa por ele”.

Os dois se conheceram quando Peter — a quem Mercury carinhosamente chamava de Phoebe —trabalhava no Opera House. “Eu estava trabalhando na Royal Opera House quando ele apresentou Crazy Little Thing Called Love e Bohemian Rhapsody. Eu o conheci depois e disse que ele era absolutamente incrível. Ele foi tão educado, um verdadeiro cavalheiro”.

Freddie era era “o amigo mais gentil que alguém poderia ter”, revela Peter Freestone / Crédito: Getty Imagens

 

Ele explicou que seu trabalho era “facilitar a vida de Freddie”, realizando tarefas cotidianas, para que o cantor tivesse tempo para crias suas músicas. “Paguei contas, fazia as compras, atendia o telefone, tudo para que ele pudesse escrever suas músicas. Ele teve o trabalho duro de fazer as músicas. Eu tive o fácil, de gastar o dinheiro”, brinca.

Peter, que atualmente mora na República Tcheca, é frequentemente convidado como palestrante em eventos de conscientização sobre a AIDS, falando sobre como prevenir o vírus do HIV.

“Os jovens agora nas escolas [não são ensinados sobre o tema], nunca é mencionado, nunca se fala sobre. Eles não sabem que o que está lá fora ainda mata. Então isso faz parte do meu trabalho”.


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