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Notícias / Rússia

Astronautas russos celebram 'libertação' de território ucraniano em foto

Ação dos integrantes da agência espacial russa contradiz episódio anterior de aparente apoio à Ucrânia, entenda!

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/07/2022, às 13h38

Fotografia dos cosmonautas com bandeira de 'país' reconhecido apenas pela Rússia e pela Síria - Divulgação/ Telegram/ Roscosmos
Fotografia dos cosmonautas com bandeira de 'país' reconhecido apenas pela Rússia e pela Síria - Divulgação/ Telegram/ Roscosmos

Em março deste ano, os cosmonautas da Roscosmos, agência espacial estatal da Rússia, surpreenderam ao chegarem na Estação Espacial Internacional (ISS) com uniformes trazendo as cores amarelo e azul, correspondentes à bandeira da Ucrânia. 

O ato foi interpretado na época como uma aparente demonstração de apoio à nação invadida, no entanto, o mal-entendido durou pouco, com o órgão esclarecendo a situação através do Telegram: 

Às vezes, amarelo é só amarelo. Os trajes de voo do novo equipamento foram feitos com as cores do emblema da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscou, na qual são laureados todos os três cosmonautas. Ver a bandeira ucraniana em tudo que é lugar e em cada coisa é loucura", escreveu a agência no canal. 

Já em uma mensagem do último final de semana, o mesmo trio de astronautas pode ser visto em fotografias segurando a bandeira de Luhanks, uma região separatista da Ucrânia que, de acordo com eles, teria sido "libertada" pelo exército russo. 

Dia da Libertação da República Popular de Luhansk! Celebramos tanto na Terra quanto no espaço (...) Este é um dia muito esperado que os moradores das áreas ocupadas da região de Luhansk esperam há oito anos. Estamos confiantes de que 3 de julho de 2022 ficará para sempre na história da república", afirmou a mensagem publicada junto à foto. 

O comunicado ainda fez referência a outro local, acrescentando "cidadãos da República Popular aliada de Donetsk, esperem!". 

Contexto político

As supostas repúblicas populares referenciadas pelo texto são territórios pertencentes à Ucrânia cuja independência é reconhecida por somente dois países afiliados à ONU, a Rússia e a Síria, segundo divulgado pelo The Guardian. 

A narrativa oficial do Kremlin em relação à invasão do país vizinho, vale lembrar, é que se trata de uma operação militar especial com objetivo de libertar essas regiões.