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Ataque “inspirado no Estado Islâmico” deixa seis feridos na Nova Zelândia

O suspeito foi classificado como um “extremista violento” pela primeira-ministra Jacinda Ardern

Luíza Feniar Migliosi sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 03/09/2021, às 13h08

A primeira-ministra Jacinda Ardern da Nova Zelândia
A primeira-ministra Jacinda Ardern da Nova Zelândia - Getty Images

Nesta sexta-feira, 3, seis pessoas foram esfaqueadas em Auckland, na Nova Zelândia, em um ato de “ataque terrorista”, como classificou a primeira-ministra Jacinda Ardern, as informações são do jornal O Globo.

Segundo revelado na publicação, o ataque foi realizado por um “extremista violento” inspirado pelo Estado Islâmico. De acordo com Ardern, o suspeito estava sob vigilância constante das autoridades de segurança. Os policiais informaram que três feridos estão em estado crítico e um em estado grave.

O atentado teria sido cometido por um cidadão do Sri Lanka, que estava na Nova Zelândia desde 2011. O sujeito era vigiado pela Inteligência do país desde 2016. A identidade não foi revelada, mas, a premiê afirmou que ele planejou e executou o ataque sozinho.

“O que aconteceu hoje foi desprezível. Foi odioso, foi errado, foi realizado por um indivíduo, não uma fé, não uma cultura, não uma etnia, mas um indivíduo que foi dominado por uma ideologia que não é apoiada aqui por ninguém ou por nenhuma comunidade”, afirmou Ardern. “Ele sozinho carrega a responsabilidade por estes atos”, acrescentou.

Jacinda e Andrew Coster, o comissário de polícia, disseram que as autoridades locais não tiveram qualquer razão para acreditar que havia outra ameaça. Segundo eles, o suspeito usou uma faca que estava à venda no mercado para o realizar o ato.

A mídia local relatou que a primeira-ministra afirmou que o suspeito já havia comparecido aos tribunais por motivo omitido, mas que, supostamente, teria relação com atividades extremistas. Porém, as autoridades não puderam mantê-lo na prisão por motivos legais, mas, seguiam monitorando o suspeito de perto.

“A realidade é que, quando você está vigiando alguém 24 horas por dia, sete dias por semana, não é possível estar imediatamente ao lado dele o tempo todo, mas a equipe interveio o mais rápido que pôde e evitou mais lesões, no que era uma situação aterrorizante”, relatou o comissário de polícia.