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“Até que eu seja morto”: autocrata bielorrusso diz que país não terá novas eleições

Aleksandr Lukashenko vem sendo alvo de inúmeros protestos após ser acusado de fraudar eleições para governar o país pelo seu sexto mandato

Fabio Previdelli Publicado em 17/08/2020, às 13h08

Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia, durante conferência em 2015
Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia, durante conferência em 2015 - Wikimedia Commons

Nesta segunda-feira, 17, o presidente de Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, voltou a ser alvo de protestos enquanto discursava aos trabalhadores de uma grande fábrica estatal. Na ocasião em questão, ele disse que o país não passará por novas eleições “até que ele seja morto”.

Porém, segundo informações da agência estatal Belta, o líder bielorrusso disse que, após a realização de um referendo, está disposto a compartilhar o poder com outras lideranças. Lukashenko também indicou que já analisava possíveis mudanças na Constituição, mas disse que não fará nenhuma alteração sob pressão dos manifestantes.

“Faremos as mudanças em um referendo e entregarei meus poderes constitucionais. Mas não sob pressão ou por causa das ruas”, declarou. “Sim, eu não sou um santo. Vocês conhecem meu lado duro. Eu não sou eterno. Mas se vocês arrastarem o primeiro presidente, arrastarão os países vizinhos e todo o resto”.

Aleksandr é acusado de fraudar o último pelito presidencial, que aconteceu em 9 de agosto. Naquela oportunidade, as urnas apontoaram a vitória do autocrata por pouco mais de 80% dos votos, o que abriu caminho para ele governar o país pelo seu sexto mandato.