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Ativista pela independência de Hong Kong é condenado por autoridades chinesas

Tony Chung foi preso por meio da Lei de Segurança Nacional; entenda o caso

Redação Publicado em 24/11/2021, às 08h33

O ativista Tony Chung
O ativista Tony Chung - Divulgação / vídeo / Youtube / Eagle News

O jovem pró-democracia de Hong Kong, Tony Chung, foi condenado a três anos e meio de prisão, após ter se declarado culpado de "secessão". Aos 20 anos de idade, ele é a pessoa mais nova a ser punida pela Lei de Segurança Nacional, imposta pelo governo chinês em junho de 2020. 

No início do mês, Chung reconheceu os crimes de "secessão" e de "lavagem de dinheiro", afirmando, no entanto, que "não tinha nada a ser censurado".

Segundo informações do UOL, Tony era líder da associação estudantil Student Localism, a qual reivindicava a independência de Hong Kong e que foi dissolvida com o surgimento da lei.

Apesar disso, autoridades acusaram o ativista de ter continuado com a associação com o auxílio de militantes estrangeiros, além de ter pedido doações pelo PayPal, tidas como lavagem de dinheiro.

Na última terça-feira, o juiz Stanley Cha, declarou em audiência que a intenção criminosa de Chung era "clara para todos". Ele já cumpriu mais de um ano de detenção, e foi preso enquanto tentava buscar ajuda no consulado dos Estados Unidos, no final de outubro de 2020.