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Ativista pelos direitos da mulheres é condenada a seis anos de prisão na Arábia Saudita

Loujain al Hathloul foi condenada a 5 anos e 8 meses de prisão por "diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista"

Giovanna Gomes Publicado em 29/12/2020, às 10h17 - Atualizado às 10h18

A ativista Loujain al-Hathloul foi condenada
A ativista Loujain al-Hathloul foi condenada - Wikimedia Commons

Uma ativista saudita de direitos humanos foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão na última segunda-feira, 28, de acordo com a imprensa local. Segundo autoridades locais, a militante Loujain al-Hathloul foi considerada culpada de "diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista".

É apontado que ela tinha como objetivo "incitar a mudança no sistema de governo, prejudicando-o e buscando atender a interesses de nações estrangeiras".

A militante foi presa em maio de 2018, junto com outros ativistas, pouco antes que a proibição de dirigir para as mulheres sauditas fosse suspensa. Era uma das causas do grupo. 

Além do direito de dirigir, Loujain, que é formada pela Universidade canadense da Columbia Britânica, luta pelo fim da tutela masculina sobre as mulheres, a qual as deixa totalmente à mercê dos homens. 

O tribunal determinou que a pena pode ser suspensa com dois anos e dez meses, "sob a condição de que não cometa um novo delito nos próximos três anos". Como a mulher se encontra em prisão provisória há mais de dois anos, ela pode ser "libertada em dois meses", declarou sua irmã Lina, no Twitter. 

Esta decisão "mostra claramente que, desde o primeiro dia, o tribunal agiu por razões políticas", disse à AFP Walid al-Hathloul, irmão de Loujain. A família de Hathloul também afirma que ela foi vítima de assédio sexual e de tortura na prisão. 

No entanto, não é a primeira passagem da mulher pela prisão, Em 2014, ela foi detida por tentar entrar na Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, dirigindo um carro. Foi solta 73 dias depois, após uma campanha internacional.