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Ativistas de Hong Kong são condenados a até três anos de prisão em tribunal chinês

Os homens estavam tentando fugir para Taiwan quando foram detidos; o julgamento não foi aberto à imprensa internacional

Isabela Barreiros Publicado em 30/12/2020, às 13h34

Imagem ilustrativa da bandeira da China
Imagem ilustrativa da bandeira da China - Pixabay

Na última segunda-feira, 28, um julgamento realizado na China condenou ativistas pró-democracia de Hong Kong a penas de até três anos de prisão. Eles estavam tentando fugir do país em um trajeto feito pelo mar, com a intenção de chegar até Taiwan, quando foram detidos pela Guarda Costeira chinesa em 23 de agosto.

Doze homens foram presos e levados até a polícia de Shenzhen, na China. Eles foram acusados em tribunal por terem feito o percurso sem permissão, visto que a passagem de uma região para a outra por meio do mar requer uma autorização dada pela própria China.

O julgamento foi realizado sem a presença da imprensa internacional. Para o ministro britânico das Relações Exteriores, Dominique Raab, é extremamente preocupante que os presos tenham sido "julgados em segredo". 

Dois dos homens foram condenados a dois e três anos de prisão, sob a acusação de terem sido os "organizadores de travessia ilegal da fronteira". Oito pessoas do grupo eram apenas passageiros, não ativistas, e receberam penas de sete meses por "travessia ilegal da fronteira". 

Outros dois eram menores de idade, que foram entregues às autoridades de Hong Kong nesta quarta-feira, 30. 

De acordo com a Promotoria do distrito de Yantian, todos os detidos “admitiram sua culpa” no julgamento realizado na China, o que fez com que eles recebessem penas mais flexíveis em suas condenações.