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Atleta de vôlei é decapitada pelo Talibã por praticar o esporte sem hijab

Jornal divulgou informação nesta semana

Redação Publicado em 21/10/2021, às 13h30

A jogadora de vôlei Mahjabin Hakimi
A jogadora de vôlei Mahjabin Hakimi - Divulgação/Facebook

Uma jogadora de vôlei foi decapitada no começo de outubro pela organização extremista Talibã, que controla o Afeganistão desde agosto deste ano, de acordo com informações obtidas pelo jornal britânico Independent divulgadas recentemente.

A morte da atleta Mahjabin Hakimi foi revelada pelo treinador da seleção do país do Oriente Médio, a qual ela representava, apenas nos últimos dias por “questões de segurança”, o que também fez com que familiares da esportista mantivessem o óbito em silêncio. 

"Todas as jogadoras do time de vôlei e o resto das atletas femininas estão em uma situação ruim. Estão desesperadas e com medo. Elas foram forçadas a fugir e viver em lugares desconhecidos", afirmou o treinador ao jornal, sob o pseudônimo de Suraya Afzali.

De acordo com a publicação, o grupo fundamentalista assassinou Hakimi ao arrancar sua cabeça. O principal motivo teria sido o fato de ela não vestir o hijab, véu usado pela doutrina islâmica, enquanto praticava o esporte. 

Outra razão é que ela fazia parte do povo Hazara, que tem origem mongol e é perseguido pelo Talibã, como ressaltou o portal UOL.

Segundo Afzali, desde que o Talibã assumiu o controle no Afeganistão e passou a perseguir principalmente mulheres, somente duas atletas do time do país puderam deixá-lo. Muitos afegãos estão buscando outras nações a partir de uma ação humanitária.