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Através de programa de inteligência artificial, canadense simula diálogo com noiva falecida

Especialistas alertam para os perigos de tais sistemas; entenda o caso

Penélope Coelho Publicado em 28/09/2021, às 14h34

Imagem ilustrativa de inteligência artificial
Imagem ilustrativa de inteligência artificial - Divulgação/Pixabay/geralt

A iniciativa do canadense Joshua Barbeau, que usou um programa de inteligência artificial para simular uma troca de mensagens com a noiva, que morreu há oito anos, chamou atenção.

Sabe-se que redor do mundo, pesquisadores trabalham na criação de programas que respondam como humanos, através de robôs que teriam capacidade de responder de maneiras diferentes a perguntas não programadas.

No caso de Joshua foi usado o sistema criado pelo programador norte-americano, Jason Rohrer. Intitulado ‘Projeto Dezembro’ através desse sistema, usuários podem ir além, já que o criador abriu a possibilidade de que o robô seja personalizado.

Ao saber da alternativa, o canadense se inscreveu no projeto em setembro do ano passado, pagando US$ 5 para abrir sua conta, Joshua descreveu características de sua noiva Jessica e permitiu que o programa tivesse acesso a mensagens antigas trocadas entre o casal no Facebook.

Foi assim que o homem teve uma conversa de 10 horas, em uma simulação de diálogo com a amada, que faleceu em 2012 após apresentar um tipo raro de doença no fígado. “Jessica era a pessoa mais incrível que eu já conheci”, relembrou o noivo, durante a reportagem.

O criador do software, por sua vez, afirmou que não imaginava que seu projeto seria usado para simular interações com pessoas mortas. Rohrer afirma que ficou “um pouco assustado com as possibilidades”.

Especialistas alertam para a problemática de sistemas como esse, segundo os estudiosos, é importante que os usuários não se confundam e entendam de que não se trata de uma interação real, caso contrário, as consequências podem se tornar sérias.