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Atriz de Harry Potter revela que foi vítima de preconceito nos bastidores: “Foi horrível”

Em entrevista ao The Independent, Jessie Cave fala como situação influenciou sua carreira e sua vida: “Mulheres precisam lidar com isso o tempo todo”

Fabio Previdelli Publicado em 07/07/2021, às 13h21 - Atualizado às 13h22

Jessie Cave ao lado de Rony (Rupert Grint)
Jessie Cave ao lado de Rony (Rupert Grint) - Divulgação/ Warner Bros. Pictures

Em 2009, a atriz Jessie Cave apareceu pela primeira vez nos filmes da franquia Harry Potter ao viver a personagem Lilá Brown em ‘O Enigma do Príncipe’. Porém, quando retornou para as gravações de ‘As Relíquias da Morte — Parte 1 e 2’, em 2010 e 2011, respectivamente, disse que se sentiu muito desconfortável nas filmagens por conta de um fator: seu peso.  

Como explica matéria do Express UK, Cave acabou ganhando uns quilos depois de sua primeira participação, o que acabou gerando um certo incomodo nas gravações. "Ganhei muito peso depois de Harry Potter, só porque não estava morrendo de fome e estava crescendo e é isso que acontece”, explicou em entrevista ao The Independent.  

Entretanto, a atriz disse que a produção acabou não aceitando muito esse fato: "Era tratada como se fosse de uma espécie diferente”, conta.  

"Foi horrível. Provavelmente era mais sobre eu e minha insegurança sabendo que não cabia mais no mesmo tamanho de jeans; não era uma época em que as atrizes vestiam tamanho maior que oito e no filme anterior eu vestia, e agora era tamanho 12. Então foi horrível. Uma experiência realmente desconfortável”, revela. 

Hoje com 34 anos, ela conta como a participação na franquia afetou sua vida e carreira. "Você fica um pouco maior e você não é mais relevante ou é deixada para trás e tem que trilhar o próprio caminho no escuro. Definitivamente me senti invisível quando ganhei um pouco de peso. Desde então, isso me fez ter problemas com peso e o trabalho. Isso é f*da, mas é como funciona. Mulheres precisam lidar com isso o tempo todo." 

Apesar do momento desconfortável, a atriz diz que a superação dessa fase foi essencial para que ela se identificasse com algo que se dedica atualmente: a literatura. "Se tivesse continuada magra — anormal e infelizmente magra — provavelmente conseguiria mais papeis e não teria começado a escrever. Não sei quem eu seria porque escrever é quem eu sou. Estou quase grata por ganhar todo esse peso”.