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Austrália: Peixe-mão-de-rosa, o mais raro do mundo, é avistado após 22 anos

A estranha espécie possui “mãos” que a ajudam a “caminhar” no fundo do mar; veja vídeo!

Isabela Barreiros Publicado em 25/12/2021, às 09h36

Imagem de arquivo do peixe-mão-de-rosa
Imagem de arquivo do peixe-mão-de-rosa - Divulgação/Karen Gowlett-Holmes/Tasmania University

Um espécime de peixe-mão-de-rosa, considerado o mais raro do mundo, foi observado em um vídeo de uma câmera deixada em alto mar por especialistas após 22 anos “desaparecido”. O animal é nativo apenas da Austrália e foi visto na costa da Tasmânia.

O equipamento foi deixado no mar do Tasman Fracture Marine Park com isca em fevereiro para que corais, lagostas e peixes fossem estudados. No entanto, enquanto observava as filmagens em outubro, uma assistente do instituto acabou se deparando com algo curioso.

“Eu estava assistindo a um de nossos vídeos rústicos e havia um peixinho que apareceu na borda do recife que parecia um pouco estranho. Eu dei uma olhada mais de perto e dava para ver suas mãozinhas”, explicou Ashlee Bastiaansen, do Instituto de Estudos Antárticos e Marinhos da Universidade da Tasmânia.

O peixe-mão-de-rosa foi avistado nadando em águas mais profundas e abertas do que geralmente era encontrado. Em 1999, foi visto pela última vez por um mergulhador da mesma região e em mais três ocasiões no total.

“Esta é uma descoberta empolgante e oferece esperança para a sobrevivência contínua do peixe mão-de-rosa, já que claramente eles têm um habitat e uma distribuição mais amplos do que se pensava”, explicou Neville Barrett, biólogo marinho da Universidade da Tasmânia.

Considerada "extremamente ameaçada de extinção", a espécie pode ter sua compreensão modificada a partir da nova aparição, visto que agora foi encontrada a uma profundidade de 150 metros, diferente das águas rasas onde geralmente era vista.

Como o próprio nome indica, o peixe-mão-de-rosa, de nome científico Brachionichthyidae, possui "mãos" gigantes comparadas ao seu corpo que o ajudam a "caminhar" no fundo do mar, mas ele também consegue nadar, segundo a BBC News.