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Austrália: pesquisadores encontram plástico nos órgãos de tartarugas marinhas jovens

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter, foi publicado no jornal Frontiers in Marine Science, na última segunda-feira, 2

Giovanna Gomes sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/08/2021, às 13h36

Uma tartaruga-marinha nada no oceano
Uma tartaruga-marinha nada no oceano - Imagem de Free-Photos por Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, encontraram plástico nos órgãos de diversas tartarugas marinhas jovens apanhadas em regiões costeiras na Austrália.

Eles constataram, por meio das análises, que os riscos de complicações e mortes são maiores em filhotes. O resultado do estudo foi publicado no jornal Frontiers in Marine Science, na última segunda-feira, 2. 

Os 121 animais analisados pertenciam a 5 diferentes espécies: tartaruga-de-pente, tartaruga-verde, tartaruga-marinha-comum, tartaruga-oliva e a tartaruga-marinha-australiana. O material estava presente no estômago, intestino, bexiga e cloaca répteis.

Conforme a pesquisa, o maior consumo do resíduo foi observado entre as tartarugas-verdes, as quais engoliram um total de 343 pedaços do material no Oceano Índico e 144 no Oceano Pacífico. Os estudiosos ressaltam, no entanto, que nenhuma tartaruga-de-pente ingeriu plástico.  

No Pacífico, as tartarugas-verdes eram as que tinham maior risco de engolir o resíduo (86%), seguido das comuns (83%), enquanto que no Índico, as espécies mais atingidas pelo problema foram as tartarugas-marinha-australianas (28%) e as tartarugas-marinhas-comuns (21%).

Além disso, “o plástico nas tartarugas do Pacífico era composto principalmente de fragmentos duros, que poderiam vir de uma vasta gama de produtos usados ​​por humanos, enquanto os plásticos do Oceano Índico eram principalmente fibras – possivelmente de cordas ou redes de pesca”, explicou a coordenadora da pesquisa Emily Duncan, em comunicado.

Confira o estudo completo por meio deste link.