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Autor da facada em Bolsonaro pode ser solto após perícia

Adélio Bispo será submetido a nova avaliação jurídica, que ainda não tem data marcada

Wallacy Ferrari Publicado em 07/05/2022, às 10h25

Adélio no momento da prisão
Adélio no momento da prisão - Divulgação / Polícia Militar de Minas Gerais

Adélio Bispo de Oliveira, responsável por esfaquear o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua campanha presidencial em 2018, passará por uma nova perícia e poderá ser libertado devido a sua condição médica aplicada a sentença que foi proferida após o julgamento do caso.

Diagnosticado com transtorno delirante permanente paranoide, ele não poderia receber punição criminal, ficando apenas afastado do convívio em sociedade. A sentença, proferida em 12 de junho de 2019, determinava que uma perícia médica para determinar suas condições mentais deveria ser novamente realizada em até 3 anos, prazo que se encerra em 12 de junho deste ano.

O portal de notícia G1 reporta que ainda não há data exata para o exame, mas o Ministério Público Federal (MPF) já pressiona a Justiça para que a perícia seja renovada para averiguar a persistência ou cessação da periculosidade de Adélio, sendo acatado pela Justiça Federal.

Até o momento, ele [juiz] ainda não analisou o pedido do MPF, mas deve determinar a expedição de ofício ao juízo da 5ª Vara Criminal de Campo Grande (MS), solicitando que aquele juízo providencie a realização da perícia, pois é o responsável pela fiscalização da medida de segurança imposto a Adélio Bispo de Oliveira", respondeu a Justiça.

Relembre o caso

Na tarde de 6 de setembro de 2018, Adélio Bispo atingiu o então deputado federal com uma faca durante comício que promovia campanha eleitoral de Bolsonaro para presidência do país, realizado com um grande número de pessoas e pouca segurança na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Adélio foi levado por policiais, enquanto Bolsonaro foi conduzido a um hospital local e, ao longo dos dias seguintes, passou por várias cirurgias para desobstruir o corte abdominal. Apesar dos problemas de saúde, que fez o candidato cumprir o resto da agenda de campanha à distância, ele conseguiu se eleger.