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Autor do musical Cats comenta adaptação para cinema: "Vi e pensei 'Meu Deus, não'"

Em uma entrevista recente, Andrew Lloyd Webber compartilhou suas opiniões a respeito do filme baseado em seu musical

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 07/10/2021, às 18h31

Montagem mostrando Andrew Lloyd Webber (à esq) e um trecho do filme Cats (à dir)
Montagem mostrando Andrew Lloyd Webber (à esq) e um trecho do filme Cats (à dir) - Wikimedia Commons / Divulgação/ Youtube

Em uma entrevista à Variety publicada na última quarta-feira, 6, o compositor e produtor musical Andrew Lloyd Webber abordou suas opiniões a respeito do filme Cats, que adaptou o clássico criado por ele para o público dos cinemas

"Cats foi errado para além da métrica. Não houve qualquer compreensão do porquê da música funcionar. Vi e pensei: 'Meu Deus, não'. Foi a primeira vez em meus 70 e poucos anos neste planeta em que fui e comprei um cachorro. Então a coisa boa que saiu disso foi meu filhotinho havanês", revelou o artista. 

Uma curiosidade é que Andrew elogiou a produção em um tweet de agosto de 2019, que foi o período anterior à estreia do longa,  conforme divulgado pela revista Rolling Stone. Vale dizer que o filme foi recebido de maneira predominantemente negativa, apesar do sucesso do musical que o inspirou.

“Enfim assisti ao filme Cats. Performances maravilhosas. Parece mágico. Tenho orgulho em fazer parte da segunda vida dos gatos Jellicles”, disse Webber na época. 

Agora, porém, sua opinião sobre o longa parece ter mudado drasticamente. O artista contou à Variety que comprou seu cachorrinho na Inglaterra, que foi onde ficou durante a quarentena realizada por conta da pandemia, e até fez uma brincadeira em relação à maneira como lidou com a alfândega dos Estados Unidos após retornar trazendo o animal. 

“Escrevi às autoridades alfandegárias dizendo que precisava dele comigo sempre porque estou ferido emocionalmente e preciso do meu cachorro terapêutico. Disse: 'Vocês viram o que Hollywood fez ao meu musical, Cats?', então a aprovação veio dispensando receita médica,” descreveu Andrew.