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Autora de 'Nos Tempos do Imperador' fala sobre cena que sugere racismo reverso: ‘Pedimos desculpas’

A novela se passa durante o período em que Dom Pedro II lidera o Brasil

Penélope Coelho Publicado em 25/08/2021, às 10h48

Cena de Nos Tempos do Imperador mostra Samuel (Michel Gomes) e Pilar (Gabriela Medvedovski)
Cena de Nos Tempos do Imperador mostra Samuel (Michel Gomes) e Pilar (Gabriela Medvedovski) - Divulgação/João Miguel Júnior / Globo

Thereza Falcão, autora da novela ‘Nos Tempos do Imperador’ atualmente exibida no horário das 18h na Rede Globo, pediu desculpas por uma cena da trama, definida por ela como um “erro grotesco”. As informações foram publicadas na última terça-feira, 24, pelo portal F5, Folha.

Segundo revelado na publicação, a cena em questão foi ao ar no último sábado, 21, e retrata uma conversa entre os personagens Samuel (Michel Gomes) e Pilar (Gabriela Medvedovski).

No diálogo entre os namorados na ficção, o jovem Samuel questiona a reprovação do dom Olu(Rogério Brito) em aceitar que sua amada viva na Pequena África, local criado para abrigar pessoas negras em busca de proteção.

“Só porque você é branca não pode morar na Pequena África? Como queremos ter os mesmos direitos se fazemos com os brancos as mesmas coisas que eles fazem com a gente?”, questionou.

A cena repercutiu mal nas redes sociais, sugerindo racismo reverso, como se que Pilar sofresse preconceito por ser branca. Em uma publicação no Instagram, o ativista AD Junior criticou o diálogo. 

'São cenas como essa que viram verdades para pessoas desinformadas sobre o período da escravidão", diz ele em parte da publicação. 

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por AD Junior (@adjunior_real)

 

A autora da trama, por sua vez, comentou no post do digital influencer e pediu desculpas: “Foi péssimo”, escreveu Falcão. “Mais uma vez pedimos desculpas por cometer um erro grosseiro como esse”.

Segundo a escritora, na época em que a maioria das cenas foram gravadas, entre 2018 e 2019, a novela ainda não contava com uma assessoria especializada. De acordo com Thereza, atualmente, a produção possui o auxilio de um pesquisador de cultura afro-brasileira.